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Horas Extraordinárias

As horas que passamos a ler.

17
Dez14

Mini-escritores

Maria do Rosário Pedreira

Às vezes, os professores de Língua Portuguesa do Ensino Básico dizem a um aluno ou aos pais que o menino ou a menina tem um inequívoco talento para a escrita. Nem todas as composições são originais e escritas com imaginação e primor – e é natural que, em cada turma, um ou outro aluno se destaque por escrever diferente e melhor. Também no seio das famílias, há por vezes um rapaz ou rapariga elogiado pela sua capacidade de escrita, mas como saber realmente se é apenas a afeição dos mais próximos a ver as coisas desse modo? Pois a verdade é que agora há uma boa bitola – e é de aproveitar o mês de Dezembro: a Associação Atrevida acaba de lançar um concurso literário para jovens lusófonos entre os 8 e os 14 anos. O tema é livre e os textos melhores serão publicados numa antologia, o que faz toda a diferença (os autores dos três melhores ainda receberão outros prémios: computadores portáteis e uma resma de livros). A associação lança o lema «Atreve-te a escrever» e declara não andar à procura de meninos-prodígio, mas tão-só querer estimular a escrita entre a miudagem, uma vez que as crianças não têm habitualmente um espaço para comunicar e partilhar as suas histórias. O projecto, que começou em Espanha em 2009, chegou a Portugal há três anos e foram já publicadas duas colectâneas: Ler É Bom, Escrever É Melhor e A Pátria É a Infância. Os elementos do júri deste ano ainda não estão definidos, mas em anos anteriores contaram-se entre os jurados os escritores Alice Vieira e Ondjaki, por exemplo, o director do Plano Nacional de Leitura e professores de vários níveis de ensino, além dos jovens vencedores das edições anteriores do concurso. Parece que costumam concorrer mais de 1000 textos originais, o que é um bom sinal. O regulamento pode ser consultado em http://www.culturaatrevida.com. E, se conhece jovens que queiram concorrer, avise-os de que vão ter concorrência à altura, pois o responsável pela iniciativa declara que as histórias até agora publicadas não são «histórias engraçadinhas», mas boa literatura, para crianças e adultos também.

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