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Horas Extraordinárias

As horas que passamos a ler.

04
Jan17

Museu de BD

Maria do Rosário Pedreira

Tenho um amigo que adora Banda Desenhada e possui uma colecção impressionante; e, como vive actualmente em Bruxelas, imagino que a tenha enriquecido muito nos últimos anos, já que a Bélgica tem uma enorme tradição neste género particular. A França também, claro, organizando anualmente um festival de BD em Angoulême, a que acorrem todos os fanáticos de pranchas e vinhetas que queiram andar actualizados. Em Portugal, já temos muitos autores de BD de grande qualidade e um festival na Amadora que tem vindo a ganhar importância nos últimos anos. Mas faltava-nos um Museu da Banda Desenhada – e a autarquia de Beja chegou-se à frente, segundo explicou um dos seus técnicos, Paulo Monteiro, que – se não erro – é também um belíssimo ilustrador português. A história da BD em Portugal – desde o primeiro «álbum», da autoria de António Nogueira da Silva, de 1850 – vai ser contada pela primeira vez numa estrutura museológica, sempre articulada com a história mais ampla da BD no mundo, até porque a Câmara de Beja promete juntar ao acervo que já tem na Bedeteca da cidade um número significativo de obras de autores estrangeiros, nomeadamente franceses, italianos, espanhóis, brasileiros e argentinos. A data para a abertura do museu ainda não está marcada, mas esperemos que não demore muito. Actualmente, leio pouca banda desenhada, mas foi com os livros do Tintim do meu irmão mais velho que aprendi os rudimentos do francês e gosto muito de regressar a alguns autores da minha adolescência.

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