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Horas Extraordinárias

As horas que passamos a ler.

22
Jul15

O eterno desacordo

Maria do Rosário Pedreira

Pois é, a discussão sobre o Novo Acordo Ortográfico (NAO) está para durar – e isto mesmo se infere da declaração do vice-presidente do Supremo Tribunal de Justiça, o juiz Sebastião Póvoas, sobre a matéria, ao dizer que a resolução do Conselho de Ministros que obrigou as escolas e todos os organismos do Estado, incluindo os Tribunais, a aplicarem o NAO é inconstitucional «a título orgânico», violou «os princípios da separação de poderes» e, entre outras coisas, não respeitou a «equiordenação entre os órgãos de soberania». Diz, aliás, que o NAO nem sequer se encontra verdadeiramente em vigor, porque não foi ratificado por todos os Estados que o subscreveram (Angola e Moçambique, por exemplo), não estando, por isso, em vigor «na ordem jurídica internacional». E acrescenta que (transcrevo do jornal Público) «coloca em causa princípios e direitos consagrados na Constituição da República, como o “princípio da identidade nacional e cultural”, o “direito à Língua Portuguesa” e o “princípio da independência nacional devido às remissões para usos e costumes de outros países”». E, se um juiz do Supremo o diz, quem sou eu para o contradizer?

3 comentários

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    Anónimo 22.07.2015 12:49

    e escreve muito bem, porque ao contrário do que muita gente julga, em PORTUGAL, FACTO não passou a FATO - porque o C não é mudo por cá.

    não quer dizer que o AO não tenha grandes falhas. mas simplesmente, muita gente nem faz ideia, entre outras coisas, da manutenção e correcção das DUPLAS GRAFIAS e desata a tirar consoantes onde elas são precisas porque pronunciadas!!!

    PLFF

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    António Luiz Pacheco 22.07.2015 14:01

    Talvez tenha razão quanto a este facto, Caríssimo Anónimo... porém, vejo escrito "fatos" (de factual) em toda a parte, daí o erro não ser só meu, e tal como uma andorinha não faz a Primavera também não me parece ter sido derrotado na minha dúvida e oposição ao NAO ...

    Em "Lesboa" e particularmente entre as gentes mais afectadas e tidas por de cultura, diz-se "afétado", "espétador", como se diz "de fato não se provou" ... e ainda se diz "friu", "tiu", "riu",
    "treuze", "espalho", "joalho","coalho" ...

    Isso justificará talvez uma nova grafia? Pois se não se diz o c de afectado ele cai, nem o c de espectador... então se o "ê" se pronuncia "a", passa a "a"? E se io é dito como iu, também se altera? E por aí fora...

    É nestes detalhes e por estas muitas minudências que nem entendo o porquê do acordo e nem posso aceitar... pois se eu digo "espectável" e "espectador", porque raio é que terei de deixar de escrever o c?

    Pela minha parte continuarei a escrever como aprendi e claro, a dar os erros que sempre dei, não preciso de novos erros... bastam os antigos e já tão arreigados que nem dou por eles ...

    Saudações discordantes da Cidade Morena
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