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Horas Extraordinárias

As horas que passamos a ler.

05
Jan15

O que ando a ler

Maria do Rosário Pedreira

Ora então sejam de novo bem-vindos a esta vossa casa. Espero que tenham passado umas boas festas, que o ano que agora começa vos traga coisas boas e que, claro, tenham podido ler bons livros. Como não tivemos post no dia 1 (eu sei, a culpa é minha), passei para hoje o meu relatório de leitura. Antes das férias estava a falar com um colega sobre os críticos e ele aconselhou-me a espreitar um excelente romance do argentino Ernesto Sabato que tem algumas linhas magníficas sobre a matéria. Chama-se O Túnel. O protagonista é um pintor, Juan Pablo Castel, que, além de ter bastante desprezo pelos críticos de arte (mais ainda pelos que o aplaudem), faz a crónica de um assassínio a partir da cadeia onde está preso; María Irribarne, a mulher que Castel matou, parecia, porém, a única pessoa capaz de prestar atenção a um pormenor de uma tela do pintor. Desde o momento em que a viu espreitar essa cena a um canto do quadro, Castel não descansou enquanto não a conheceu e essa relação tornou-se obsessiva. Depois, as coisas não correram assim tão bem, está visto. Mas o romance é notável sobretudo pela capacidade de dedução e argumentação, pois o seu narrador equaciona sempre todas as possibilidades e esse exercício a que eu chamaria, por vezes, exasperante é também uma prova de inteligência sem limites. A ler, claro.

5 comentários

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    João PCoelho 05.01.2015 13:46

    Quarentão acusa-se.
    Nem de propósito, The Thieving Magpie é o cd que tenho no carro. Nada contra o Steve Hogarth, mas espero que esteja a falar do diário do Fish (se é que existe). Que quer? Acontece-me o mesmo com os Genesis de Peter Gabriel e a banda só com o Phil Collins.
    Já agora, confesso que li pouco estas férias. Comecei a Luz em Agosto (Faulkner), mas, por causa de certos afazeres e outras tantas interrupções, apetece-me voltar à primeira página.
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    Anónimo 05.01.2015 16:20

    Meu caro,

    convido-o a dar uma oportunidade à H-era. Teria muito gosto em discutir este tema, fora desta casa, como é óbvio. Se quiser, adicione-me no facebook, prometo não chatear muito. O meu email é ruimca@yahoo.com

    Sobre o Fish: ele planeia retirar-se em 2 anos, e fará uma tour de despedida onde tocará o misplaced childhood. A seguir, o plano é mudar-se para a Alemanha (a actual namorada é de lá) e escrever a sua autobiografia. Prometedor, estou certo que concordará.

    Como pode ver, está na presença de um freak. :)

    Grande abraço,

    Rui Miguel Almeida
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    João PCoelho 05.01.2015 23:51

    Não estou no Facebook , Rui; temos de nos ficar por este canal. De qualquer maneira, tenho a certeza de que a Rosário (logo quem) não nos leva a mal por lhe invadirmos a sala para falar de música. E depois, pergunto-lhe, lembra-se de muitas bandas mais literárias do que esta?
    Fico contente por saber que o Fish vai voltar à estrada. Quem sabe...

    A propósito, caro Vítor Ferreira, não me parece que vá ter sorte. Neste caso a culpa tem um rosto: Robert Plant. Dois, se quiser; o outro é a sua (dele) poltrona de veludo.

    Por último, António Luiz, só lhe digo que o invejo pelo concerto a que assistiu. Lendário, diz quem lá esteve. Se lhe apetecer matar saudades, tem-no na íntegra, no Youtube. Sem imagens animadas, mas esquece-se disso mal comece a ouvir a melhor música do mundo, The Lamb Lies Down On Broadway...
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    Anónimo 06.01.2015 00:57

    João e Pacheco,

    O Fish nunca parou, mas tem feito coisas meio para o fracote, com honrosas excepções. Oiçam o 1º album a solo, Vigil in a wilderness of mirrors.

    Gosto muito dos primeiros albuns dos genesis sem o Gabriel, para mim só se estragaram de vez quando saiu o Hackett e mesmo assim tiveram momentos bons, como o Mama.

    O melhor album ao vivo dos Genesis é para mim o Seconds Out, cantado pelo Phil, o que vocês deverão considerar uma quase heresia. Ainda hoje o oiço com muito prazer.

    Já agora, para completar a galeria de grandes discos ao vivo: Paris, Alchemy e Delicate Sound of Thunder. Escuso-me de mencionar as bandas, estou certo que as conhecerão bem.

    Como dizem os outros: it takes one to know one. :)

    Abraço musical,

    Rui Miguel Almeida

    PS: mais literário que Marillion, talvez a Suzanne Vega dos 2 primeiros discos. Digo eu com os nervos....
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