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Horas Extraordinárias

As horas que passamos a ler.

03
Abr17

O que ando a ler

Maria do Rosário Pedreira

Embora seja atípico, o que ando a ler neste momento não é um livro, mas muitos ao mesmo tempo; isto porque ando de volta de poemas que originaram fados e, como tal, não cesso de abrir poemários de tudo quanto é gente, desde cancioneiros a obras de autores muito recentes, como, por exemplo, Fernando Pinto do Amaral, que escreveu uns belíssimos fados. Mas, porque devo seleccionar alguma coisa para vos aconselhar, parece-me oportuno falar-vos de Carlos de Oliveira – um poeta que merece ser lido por todas as razões (e, se alguém não for leitor de poesia aqui no blogue, tem excelentes livros em prosa do autor a que deitar a mão, nomeadamente Finisterra, que é um dos meus preferidos). Carlos de Oliveira retirou da sua obra um lindíssimo poema dedicado à mulher e intitulado «Carta a Ângela» (que ideia estapafúrdia «apagar» um poema tão maravilhoso), que foi cantado em versão de fado por Carlos do Carmo. E esse poema vem bastante a propósito porque neste momento está patente no Museu do Neo-Realismo uma exposição dedicada justamente a Carlos de Oliveira, «Carlos de Oliveira: A Parte Submersa do Iceberg», com curadoria do professor de literatura da Universidade de Coimbra Osvaldo Silvestre, que ficará aberta até 29 de Outubro para quem a queira visitar e que tem uma choruda programação complementar a consultar no link abaixo. No âmbito dessa programação foi lançado há uns dias um livro chamado justamente Carta a Ângela, que vou seguramente espiolhar. Leiam Carlos de Oliveira – poesia ou romance – e não se arrependerão.

 

http://www.cm-vfxira.pt/frontoffice/pages/50?news_id=3254

 

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