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Horas Extraordinárias

As horas que passamos a ler.

03
Jul17

O que ando a ler

Maria do Rosário Pedreira

 

Depois de o seu romance Teoria Geral do Esquecimento ter sido vencido por A Vegetariana na final do Man Booker International Prize de 2016, José Eduardo Agualusa conseguiu agora, com o mesmo livro, arrecadar o International Dublin Literary Award, no valor de 100 000 euros (25 000 dos quais vão para o tradutor, o que é justo). Estavam a concurso autores importantes como Pamuk, Anne Enright (de quem publiquei um romance há muito tempo) e o nosso querido Mia Couto – e o prémio é tão mais gratificante porque quem nomeia os candidatos são bibliotecas públicas de todo o mundo que também participam na votação dos livros finalistas. Numa forma de felicitar Agualusa por esta proeza, leio então o seu mais recente romance, A Sociedade dos Sonhadores Involuntários (mesmo que me tenha intrigado o título, pois acho difícil sonhar-se voluntariamente, mas que sei eu?), que junta, por causa dos sonhos, um jornalista cujo sogro, próximo do poder, é bastante castrador, uma artista plástica moçambicana radicada na Cidade do Cabo, um neurocientista brasileiro, um ex-guerrilheiro, todos num país dominado por um regime totalitário (está-se mesmo a ver qual é o país). Dedicado, entre outros, a Luaty Beirão e Nito Alves, este romance, segundo Mia Couto, «é tecido com os mais delicados materiais da poesia». Eu cá ainda vou  na página 40 e estou dentro de uma espécie de resort com bungalows, a ler a história de um menino que recolheu do zoo um leãozinho. Vamos ver no que vai dar. A edição é da Quetzal.

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