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Horas Extraordinárias

As horas que passamos a ler.

08
Jan15

O rasto dos leitores nos livros

Maria do Rosário Pedreira

Não costumo pedir livros emprestados, embora empreste livros com grande frequência. Não é que seja niquenta e me custe ler o alheio; mas a verdade é que já tenho tantas leituras atrasadas entre os volumes que o Manel e eu trazemos para casa todos os meses que não há quase nunca ocasião para pedir a alguém mais um livrinho que seja. No entanto, já me aconteceu no passado ler muita coisa que não me pertencia – e é muito curioso verificar as marcas que cada leitor pode deixar num livro: sublinhados a lápis ou a caneta fluorescente (muitas vezes referentes a passagens de que se gostou ou a frases que simplesmente vão ser úteis no futuro), páginas dobradas que mostram que o dono do livro não chegou se calhar até ao fim, gralhas assinaladas (nem sabem o jeito que daria aos editores que os leitores no-las enviassem para correcção em edições futuras), pequenos apontamentos que são também indícios da leitura feita e da consequente reflexão; e, ainda, a marca que marca o livro – e que até pode vir de outro livro qualquer (o que nos permite saber o que o nosso emprestador andou a ler para além, claro, do livro que nos emprestou). Neste Natal, a Livraria Barata pediu-me que lhes facultasse um poema meu já antigo alusivo à quadra natalícia para o porem num marcador que seria oferecido aos compradores da livraria. Talvez algum dos Extraordinários o encontre um dia dentro de um livro, emprestado ou não. Ele aqui vai e, se calhar, está neste momento a marcar páginas de um livro que nada tem que ver com poesia...

marcador verso poesia 2.jpg

 

 

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