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Horas Extraordinárias

As horas que passamos a ler.

10
Set14

Os Cinco somam e seguem

Maria do Rosário Pedreira

Quase todos os leitores da minha idade leram livros d’Os Cinco, de Enid Blyton, na juventude. Mas também os leram outros mais novos do que eu e outros mais novos do que esses. E ainda os lêem os miúdos de agora, porque, seja qual for o segredo do seu sucesso, a verdade é que Os Cinco parecem ter ingredientes que não passam de moda; não sei se são simplesmente as aventuras misteriosas, o suspense, os lautos pequenos-almoços, a maria-rapaz, os manos, os tios ou o cão, se calhar é tudo junto, mais o talento da autora para tornar o simples maravilhoso. A série teve adaptações televisivas ao longo dos tempos e um ou outro título deu origem a um filme (um dos quais alemão); mas agora houve uma produtora inglesa que se atirou aos famosos Cinco e se propõe fazer uma adaptação cinematográfica envolvendo os cerca de 20 títulos da colecção. Há quem receie que a passagem ao grande ecrã obrigue a uma modernização, com namoros mais carnais, mas, apesar das desconfianças, a notícia tem sido bem acolhida. Também uma grande produtora teatral, a Old Vic, está a trabalhar numa versão d’Os Cinco para palco – por isso, como é bom de ver, a série, que já vendeu mais de 100 milhões de exemplares, vai certamente continuar a ser lida por muita gente no futuro.

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