Saltar para: Post [1], Comentários [2], Pesquisa e Arquivos [3]

Horas Extraordinárias

As horas que passamos a ler.

28
Out15

Os Peanuts na terceira-idade

Maria do Rosário Pedreira

No último dia 2, os Peanuts, criação do norte-americano Charles Schulz, nascido no Minnesota, fizeram 65 anos. Publicada pela primeira vez quando o seu autor tinha 27 anos, a tira que tem como personagens o tristonho Charlie Brown, o cão Snoopy e os amigos de ambos saiu em mais de 2000 jornais ao longo destes anos e sobreviveu ao próprio Schulz, que partiu deste mundo no virar do século. O jornal Daily News publicou no dia do aniversário algumas curiosidades em relação aos Peanuts, sendo a mais inesperada o facto de o seu autor não gostar nada do nome desta família alargada, que lhe terá sido imposto por terceiros. Aí se conta também que Schulz foi rejeitado por uma ruiva que pediu em casamento quando era ainda jovem e que é dessa história real que nasceu a ruivinha por quem Charlie Brown se apaixona, bem como todos os amores não correspondidos da série: Sally que ama Linus, Lucy que ama Schroeder (uma das minhas tiras preferidas é com os dois últimos; pergunta Lucy: «Achas-me uma rapariga bonita?» E Schroeder, sempre concentrado no seu piano, responde: «Sei lá, nunca vi nenhuma rapariga bonita.»). Ao que parece, Snoopy também era para se chamar Sniffy (mas já havia uma personagem de BD com este nome) e Charlie Brown acertou, afinal, uma vez com o bastão na bola de baseball numa tira de 1956; consta, aliás, que a falta de jeito para o desporto do autor dos Peanuts foi inspiradora e que o clube da sua terra chegou a perder 40-0. Enfim, novas destes Peanuts a ficarem velhotes.

3 comentários

Comentar post