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Horas Extraordinárias

As horas que passamos a ler.

15
Dez17

Os tradutores

Maria do Rosário Pedreira

Nós, apaixonados pelos livros, temos uma dívida aos tradutores que nunca conseguiremos pagar. Eles têm sido os grandes responsáveis por terem chegado até nós milhares de textos de dezenas de idiomas que, de outro modo, nunca teríamos podido ler – e eu nem quero pensar o que teria sido ser privada de Homero, ou Rilke, ou Sándor Márai, ou Thomas Mann, ou Hermann Hesse, ou Mishima, ou Szymborska, ou Akhmatova, ou tantos mas tantos autores de línguas que não domino. Por isso, nunca é demais premiar quem faz traduções (boas, claro) e é hoje mesmo que, pelas 17h30, vai ser entregue o Grande Prémio de Tradução Literária SPA/APT 2017 a António Sousa Ribeiro pelo seu trabalho de tradução integral da peça Os Últimos Dias da Humanidade (cerca de 900 páginas!), do escritor vienense Karl Kraus. O premiado, catedrático da Universidade de Coimbra, tem-se dedicado bastante à tradução literária, especialmente de língua alemã. Houve ainda duas menções honrosas – e fiquei muito feliz por uma delas ter sido para a tradução portuguesa de A Vegetariana, assinada por Maria do Carmo Figueira. A Associação Portuguesa de Tradutores (APT), que fundou este prémio, declara que, com ele, procura «destacar a tradução como exercício de autoria em literatura, e dar ao tradutor o lugar que merece no mundo da cultura nacional e internacional». Parabéns aos premiados deste ano (e a todos os que traduzem bem). E obrigada, claro. Sem vocês, as nossas leituras seriam tão incompletas.

 

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