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Horas Extraordinárias

As horas que passamos a ler.

09
Jun17

Outra maneira de comprar livros

Maria do Rosário Pedreira

A grande Amazon já não é apenas uma livraria online – e há pouco tempo abriu a sua primeira loja física em Nova Iorque, planeando abrir mais uma dúzia até final do ano. Ou seja, em lugar de ir ao site da livraria, um cliente da Amazon pode entrar agora nessa loja e comprar livros usando os muitos computadores-tablets da própria loja. Há, porém, quem ache que este sistema tira todo o prazer a um comprador de livros habituado às livrarias: ver livros ao vivo, folheá-los, encaixá-los no lugar da estante donde os tirou para cheirar, espreitar capas, trocar opiniões com os funcionários ou as pessoas que vêm com ele. É que, na loja da Amazon, os livros, aparentemente, não estarão lá para isso; só haverá, na verdade, exemplares dos maiores êxitos de vendas. Existirão ecrãs por todo o lado para os mostrar, serão ouvidos slogans e frases sobre esses best sellers, e a ideia-base é que as pessoas estarão obviamente! interessadas em comprar os livros que a Amazon mais vende online e irão lá só para saber quais são. Ainda por cima, o preço dos livros na loja é mais caro do que no site se não se for já um «Prime member» da Amazon, o que leva a crer que estas livrarias físicas sirvam também para fidelizar pessoas a essa espécie de clube. Sob os títulos expostos (poucos, parece-me), mostra-se a percentagem de leitores que lhes atribuiu a pontuação máxima, mas o autor parece a coisa menos importante de todas. Segundo leio, é tudo bastante desumanizado – ninguém na loja que possa, por exemplo, tirar uma dúvida ou aconselhar um título. Dizem que isto arruma todo o prazer que se tem de comprar livros.

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