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Horas Extraordinárias

As horas que passamos a ler.

07
Jun16

Pai a tempo inteiro

Maria do Rosário Pedreira

Mais dia menos dia, estará disponível no mercado um livro delicioso (não me fica bem dizê-lo, porque fui a editora, mas, pronto, não resisti): trata-se de Olhando por Mr. Bergman, de João Rebocho Pais, e não é, como os anteriores do autor, uma ficção, mas a mais poderosa e irresistível realidade. João Rebocho Pais teve, no ano passado, o seu terceiro filho rapaz, Filipe Bergman Pais, o Mr. Bergman de que este livro fala. E, como a mãe do bebé é investigadora e bolseira, não podia deixar o trabalho a meio no laboratório onde trabalha nem ficar em licença de maternidade tanto tempo como seria desejável. Vai daí, o pai, que trabalha há mais de trinta anos na TAP, pediu uma licença e tomou a decisão de a substituir, permanecendo a tempo inteiro em casa com o filho durante os primeiros seis meses. E são os relatos dessa vida a dois que aqui nos são oferecidos – incluindo as chuchas desaparecidas, os passeios, os espirros de papa, os sonos desencontrados, a terrível ida para a creche, os puns de pai e filho numa sinfonia que tem uma inegável cumplicidade e serve ao autor igualmente para rememorar os momentos semelhantes que viveu com os outros dois filhos. Divertidíssimo, cheio de ternura, Olhando por Mr. Bergman é uma homenagem à paternidade que mostra como, em matéria de família, os tempos estão mesmo a mudar. E para melhor, diria eu.

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