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Horas Extraordinárias

As horas que passamos a ler.

22
Jun15

Pensar Portugal

Maria do Rosário Pedreira

«Um povo sonâmbulo é um povo que vive no presente, como acontece com as populações em estado de guerra ou que sobrevivem sob ditaduras férreas, constrangidas a acreditar na propaganda do Estado, que assim lhes esvazia o cérebro, forçando-as a não crer na existência de alternativas. Hoje, os portugueses são, de facto, um povo sonâmbulo: vivem o presente sem saber porquê e para quê […]» Este excerto de Portugal: Um País Parado no meio do Caminho (2000-2015), de Miguel Real, reflecte sobre os efeitos da interrupção do processo de modernização europeia de Portugal a partir do início deste século e o que representam para diferentes grupos sociais figuras como Siza Vieira e Olga Roriz, Joana Vasconcelos, Cristiano Ronaldo e José Mourinho. Um ensaio que vale a pena ler pela sua originalidade e pela dura análise dos últimos quinze anos de governação em Portugal.

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2 comentários

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    António Luiz Pacheco 22.06.2015 20:20

    Não vou dizer nada, pois não sou sociólogo... mas oiço e vejo o mesmo...
    Porém recordo-me que (alguns) tivémos 18 anos, fomos rebeldes e malcriados, atrevidos, irreverentes, fumámos umas ganzas e bebemos umas bejecas, curtimos, usámos uma gíria própria da nossa idade, tempo e grupo, rompemos com muita coisa e cultivámos uma certa marginalidade destinada a chocar e mostrar que estávamos em ruptura e éramos revolucionários. Queríamos ser modernos, diferentes, Mundo não acabava amanhã e só olhávamos para a frente ... fomos dados por perdidos - e alguns se perderam de facto...

    Creio que no fundo é isso, é o que se repete geração após geração...

    Lá em casa vigora a lei molhada (bebemos todos copos...) que implica expressarmo-nos com correcção pois advogo que seremos tão melhor compreendidos e pensaremos tanto melhor quanto melhor uso façamos da linguagem e tão melhor a dominemos na sua diversidade e adequação dos termos!

    Portanto, entre eles e com os amigos... é bué e é iá, bombam e essas cenas, mas portas adentro e à mesa ou na sala, em conversa, é proibido o uso de linguagem desse tipo, como interditei os aparelhos de comunicação electrónica e similares! Em compensação, cães e gatos (desde que se comportem) são admitidos na sala e na casa de jantar - na cozinha não!

    Um abraço aqui de bué de longe ó Severino!
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