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Horas Extraordinárias

As horas que passamos a ler.

22
Jun15

Pensar Portugal

Maria do Rosário Pedreira

«Um povo sonâmbulo é um povo que vive no presente, como acontece com as populações em estado de guerra ou que sobrevivem sob ditaduras férreas, constrangidas a acreditar na propaganda do Estado, que assim lhes esvazia o cérebro, forçando-as a não crer na existência de alternativas. Hoje, os portugueses são, de facto, um povo sonâmbulo: vivem o presente sem saber porquê e para quê […]» Este excerto de Portugal: Um País Parado no meio do Caminho (2000-2015), de Miguel Real, reflecte sobre os efeitos da interrupção do processo de modernização europeia de Portugal a partir do início deste século e o que representam para diferentes grupos sociais figuras como Siza Vieira e Olga Roriz, Joana Vasconcelos, Cristiano Ronaldo e José Mourinho. Um ensaio que vale a pena ler pela sua originalidade e pela dura análise dos últimos quinze anos de governação em Portugal.

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3 comentários

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    António Luiz Pacheco 23.06.2015 12:30

    Ora aí tem!!!!

    Grande Miguel Real ... não podia estar mais de acordo.

    Aqui para nós que nos entendemos na nossa diversidade, eu muitas vezes choco algumas pessoas quando sabendo ou assistindo a certas coisas pergunto:

    "E foi para isto que mataram o Senhor D. Carlos e o príncipe Luiz Filipe?".

    Percebem onde quero chegar?

    Saudações azuis e brancas ó Extraordinário Jordão!
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    Anónimo 24.06.2015 18:35

    Lamentável. Sempre que existe um lançamento, ou qualquer evento relativo ao pensador e escritor Miguel Real, a editora é sempre muito contida e pouco justa nas análises que faz a este nome tão grande que a Europa tem. O Miguel Real, para quem desconheça, é um dos maiores pensadores da Europa. Não fosse ele a humilde e excelente pessoa que é, já há muito que a editora lhe faria rasgados elogios de grande dimensão como os que costuma fazer aos escritores de grande e pequena dimensão. Aliás, a editora parece aperceber-se disso quando os autores a abandonam e partem para outras editoras adquirindo projecção nacional e internacional. Aí não faltam desabafos ao nível deste bloque vertendo lágrimas pela partida de determinado autor.
    É bom ter conhecimento de que a editora anda a reboque daquilo que ganha prémios e tem projecção internacional por diversos motivos ( que não interessam agora evocar) tornando-se, assim, habitual este tipo de narrativa relativamente ao grande pensador que é o Miguel Real. Um tipo de aittude deste género revela a falta de respeito e, sobretudo, as grandes carências culturais de que uma editora , quer como instituição, quer na pessoa responsável pela publicação do autor em questão, têm. É bom que, embora a editora revele ter um grande défice de cultura , entre outros atributos, que os leitores com indispensável índice de cultura descubram o fascinante pensamento deste grande pensador.
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