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Horas Extraordinárias

As horas que passamos a ler.

06
Nov17

Pessoas e escritores

Maria do Rosário Pedreira

Uma das coisas de que mais gosto em Eduardo Lourenço é que ele é muito gente por detrás do grande intelectual e pensador que também é. Estar com ele é um prazer também por causa disso, por estar ao nosso lado como um de nós, com uma humanidade muito especial. Há escritores que são muito distantes – ou muito artistas, muito «elevados» em relação ao resto das pessoas (e isso irrita). Mas há outros que gostam tanto de escrever como de comer, conversar ou ir ao futebol (penso que Carlos de Oliveira, por exemplo, era um doido pela bola e uma destas pessoas muitíssimo «normais», apesar da fama e da importância). A este título, Jorge Amado é também um bom exemplo de «gente», e a história que li recentemente no mural do Facebook de Josélia Aguiar, a curadora da FLIP (o festival literário de Paraty), comprova-o. Quando o escritor brasileiro tomou posse como membro da Academia de Letras da Bahia vestiu o smoking da ordem para proferir o seu discurso; ao terminar, uma repórter aproximou-se dele para perguntar como se sentia. A resposta, segundo o Jornal do Brasil, foi a seguinte: «Muitíssimo suado, minha filha.»

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