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Horas Extraordinárias

As horas que passamos a ler.

11
Mar16

Portugal-Brasil

Maria do Rosário Pedreira

Não é novidade que as literaturas portuguesa e brasileira andam há muito de costas voltadas; mas a notícia de que o Ministério da Educação do Brasil (MEB) iria eliminar o carácter obrigatório do estudo da literatura portuguesa chocou muita gente dos dois lados do Atlântico. O problema não está, note-se, em acompanhar o que se vai escrevendo por aqui na contemporaneidade, mas em riscar dos currículos do Secundário alguns nomes fulcrais da literatura lusófona como Camões, Pessoa, Camilo, Garrett, Eça (eu julguei que Eça fosse apreciadíssimo no país irmão, apesar de por lá terem o grande Machado de Assis) e até Saramago, a quem muitos leitores brasileiros faziam vénia cada vez que punha os pés no Brasil (e foi lá frequentemente). A decisão – que ainda não foi confirmada e só será posta em prática, se o for, em Junho – foi considerada por muitos educadores brasileiros política e populista num momento em que o MEB quer fazer mudanças profundas nos programas de História e Língua Portuguesa. E, no jornal Folha de S. Paulo, dois professores universitários afirmam que a proposta raia o absurdo e que Portugal, custe o que custar, não pode ser simplesmente apagado das origens do Brasil. A ver vamos.

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