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Horas Extraordinárias

As horas que passamos a ler.

04
Fev14

Prestígio e dinheiro

Maria do Rosário Pedreira

Há prémios literários prestigiantes, mas com um valor pecuniário relativamente baixo, e prémios realmente chorudos, mas sem grande reputação. Um prémio literário que reúna ambas as coisas é mais difícil, claro, e é um galardão assim que todos os que escrevem naturalmente almejam. Pois os herdeiros do grande T. S. Eliot e a Poetry Book Society têm há vinte anos o Prémio T. S. Eliot para um livro de poesia, que rende nada mais, nada menos do que quinze mil libras ao seu autor, além, evidentemente, de uma honra sem igual (que poeta não gostaria de ter na sua carreira um prémio cujo patrono fosse um dos maiores poetas de sempre?). Entre os vinte distinguidos até hoje, contam-se, pelo menos, dois autores que receberam o Prémio Nobel da Literatura – o irlandês Seamus Heaney, recentemente falecido, e Derek Walcott, natural da ilha de Santa Lucia, que foi nobelizado em 1992 – e ainda o sobejamente conhecido Ted Hughes. Este ano arrecadou-o uma irlandesa, Sinéad Morrissey, com a obra Parallax (que estou em vias de adquirir), uma poetisa que já somou várias distinções importantes e foi a mais jovem de sempre a ganhar o Prémio Patrick Kavanagh, para inéditos, com dezoito anos, embora a obra só tenha visto a luz muitos anos depois. Convém dizer que todos os seus livros anteriores foram finalistas do prémio que agora lhe foi atribuído e que, portanto, era uma vitória mais ou menos esperada.

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