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Horas Extraordinárias

As horas que passamos a ler.

31
Mar16

Quintas de Leitura

Maria do Rosário Pedreira

Já vos falei por várias vezes aqui no blogue das Quintas de Leitura do Teatro do Campo Alegre, no Porto – um espectáculo maravilhoso em torno da poesia de um ou mais autores, abrilhantado com música, artes plásticas e muito mais, numa ideia original do grande João Gesta. Hoje à noite, estarei lá para uma prestação bastante arrojada, pois será a primeira vez que lerei publicamente num teatro para mais de 300 pessoas textos inéditos (e que não sei se irei sequer publicar alguma vez). De certa forma inspirada (melhor dizendo, incomodada) por manchetes de jornais, notícias que me deixaram terrivelmente triste, não consegui deixar de escrever sobre certos assuntos que, tradicionalmente, não entram na minha poesia, mas que sem querer foram mais fortes e a invadiram. A sessão chama-se A Social-Poesia e inclui poemas sobre a guerra na Síria, a crise que levou para a rua prostitutas que já tinham conseguido um emprego mas que entretanto o perderam, a violência doméstica, as grávidas com fome ou a história de uma criança que ficou sem almoço por atraso na mensalidade numa escola do Algarve. Terei comigo dois diseurs de respeito, Pedro Lamares e Cristiana Sabino, e ainda a ajuda do artista gráfico João Alexandrino (JAS) e do grupo de circo Erva Daninha. Depois das leituras, o palco fica todinho para o enorme Sérgio Godinho e as suas canções. Rezem ou façam figas para que tudo corra pelo melhor.

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