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Horas Extraordinárias

As horas que passamos a ler.

25
Jul14

Registo

Maria do Rosário Pedreira

Quando chegamos a certa idade, a memória começa a atraiçoar-nos. Embora saibamos perfeitamente quem é aquele actor que está no ecrã de televisão, não conseguimos pura e simplesmente recordar-nos do seu nome, nem do título do filme, que por acaso até vimos quando estreou, há coisa de cinco anos; se é que nos lembramos do enredo, o que vai sendo cada vez mais raro... Pois, é uma chatice – mas não há nada a fazer e o melhor é aceitarmos que a idade não perdoa. Com os livros, custa mais, evidentemente – e os que lemos há menos tempo são, curiosamente, os que desaparecem primeiro, tal como as recordações de infância são, frequentemente, aquelas que permanecem mais vivas na memória de um velho. Mas agora há um objecto muito útil à venda, que pode dar uma ajudinha e servir-nos de bengala nos momentos em que estivermos desesperados por já não sabermos de que tratava determinada obra. É uma espécie de caderno que podemos trazer sempre connosco, chamado Diário de Leituras, e no qual podemos anotar os títulos que nos vão passando pelas mãos, os seus resumos, as frases preferidas – e bem assim atribuir-lhes pontuações, o que evita que se vá reler um mau livro por não nos vir à ideia se dele gostámos da primeira vez. O preço é apenas de 7,5 euros e vende-se, tanto quanto sei, nas Livrarias Bertrand. Eu vou ser cliente, de certeza absoluta.

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