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Horas Extraordinárias

As horas que passamos a ler.

13
Mar14

Regresso à terra-mãe

Maria do Rosário Pedreira

A minha mãe nasceu em Ovar um pouco por acaso, embora tivesse lá familiares que a minha avó visitava quando chegou, intempestiva, a hora do parto. No entanto, as suas ligações à terra natal eram sobretudo afectivas – nunca me lembro de a minha mãe ir a Ovar durante o tempo em que vivi lá em casa – e passaria muito tempo até que nós, os filhos, conhecêssemos o lugar em que nasceu. Mesmo assim, Ovar tem para mim um qualquer apelo genético e, quando há uns meses um responsável do Museu de Ovar me convidou para ali ir falar da minha poesia, numa sessão que inclui leituras e música, não pude de forma alguma recusar. Será já amanhã essa oportunidade de voltar ao berço da minha mãe para conversar com Carlos Granja, que dirige a cerimónia, e os leitores ovarenses, entre os quais encontrarei quiçá um autor que publiquei há uns anos, Jorge Almeida e Pinho, que escreveu um interessante ensaio sobre a tradução, O Escritor Invisível, a partir da sua tese de mestrado,um autor que gosto sempre de rever, a ele e à família, embora esses encontros sejam normalmente casuais e breves. Bem, se estiverem por perto, apareçam. A noite (que no museu só começa às 21:00h) promete ser interessante. Para mim, pelo menos, vai ser um serão diferente.

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