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Horas Extraordinárias

As horas que passamos a ler.

10
Out17

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Maria do Rosário Pedreira

Todos nós recebemos seguramente mais e-mails do que gostaríamos provindos de todos os cantos do mundo – e, entre eles, muita coisa irrelevante que se apaga quase sem ler.  Um dia destes, porém, mandaram-me um anúncio de um workshop sobre a importância das cores no vestuário; e, ainda que o assunto esteja longe de despertar a minha atenção, houve qualquer coisa na redacção do primeiro parágrafo que me remeteu para um autor de quem senti saudades. Dizia assim: «O vestuário que escolhe para o dia-a-dia pode ajudar a transmitir a imagem certa e adequada ao contexto no qual se insere. Saber escolher a roupa que vestimos influencia o modo como as outras pessoas se relacionam connosco […]» Foi ao ler esta frase que, no fundo, é bastante banal (perdoe-me a autora), que me recordei de um artigo de Claude Lévi-Strauss que li na minha juventude («O hábito faz o monge») no qual, a abrir, se explicava que quando um homem põe de manhã uma gravata isso já quer dizer alguma coisa. Pois bem, já não sei em que livro ou revista se encontra este texto notável do antropólogo belga; os meus livros de Strauss estão, ainda por cima, numa prateleira alta. No entanto, se algum dos Extraordinários tiver curiosidade em lê-lo e o encontrar antes de mim, avise. Gostaria mesmo de o reler. Ah, e se quiserem ir ao tal workshop e aprender a importância das cores no vestuário, consultem este link:

 

https://docs.google.com/forms/d/1cvOn1HfPWSW6l50TlFACRfylfpq8P-9ThbJqjbSTzkQ/viewform?edit_requested=true

 

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