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Horas Extraordinárias

As horas que passamos a ler.

19
Out17

Soma e segue

Maria do Rosário Pedreira

Há uma expressão popular divertida («Cada tiro, cada melro») que hoje faz todo o sentido ser aqui usada. Na manhã de ontem, soube-se que Não Se Pode Morar nos Olhos de Um Gato, de Ana Margarida de Carvalho, era uma das dez obras finalistas do Prémio Oceanos no Brasil. À tarde, porém, veio uma notícia ainda melhor: a obra vencera o Grande Prémio de Romance e Novela da APE-DGLAB! Lembro aqui os leitores do blogue que Ana Margarida já tinha ganho o mesmo prémio com o seu primeiro romance, Que Importa a Fúria do Mar, e agora repetiu a proeza, sendo que só seis escritores em 35 anos o conseguiram: Vergílio Ferreira, António Lobo Antunes e Mário Cláudio; Agustina Bessa-Luís, Maria Gabriela Llansol e agora ela própria! Nenhum deles, contudo, com duas obras seguidas. O júri, constituído por José Correia Tavares, que presidiu, Isabel Cristina Rodrigues, José Carlos Seabra Pereira, Luís Mourão, Paula Mendes Coelho e Teresa Carvalho, deliberou por maioria, pois Luís Mourão votou em A Gorda, de Isabela Figueiredo (um romance publicado pelo meu colega Zeferino Coelho, da Caminho, de que também gostei muito). Neste ano, concorreram 93 livros, dos quais 60 eram de homens (2 deles eram produtivos: tinham 2 romances) e 31 eram de mulheres, publicados por 44 editoras. Parabéns, Ana Margarida de Carvalho! Agora é esperar pelo Prémio Oceanos e ver o que dá.

 

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