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Horas Extraordinárias

As horas que passamos a ler.

24
Out17

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Maria do Rosário Pedreira

Há exactamente vinte anos, neste mesmo mês de Outubro, mas em 1997, Portugal era o convidado de honra da Feira Internacional do Livro de Frankfurt (FILF), o mais importante certame à roda do livro e da venda de direitos de autor em todo o mundo. Era então primeiro-ministro o engenheiro António Guterres e ministro da Cultura o professor Manuel Maria Carrilho, mas quem liderava a equipa (à qual me orgulho de ter pertencido) e produzia o programa de festas era o escritor e gestor cultural António Mega Ferreira (e na Alemanha trabalhavam também para o evento o livreiro Teo Mesquita e a agente literária Ray-Güde Mertin, então agente de Saramago). A operação, que incluiu actividades espalhadas por toda a cidade de Frankfurt – teatros, museus, bibliotecas, etc. – visou não apenas a literatura (estiverem lá, evidentemente, dezenas de escritores em mesas-redondas e leituras), mas exposições de pintura, arquitectura e fotografia, concertos de música popular e erudita, espectáculos de dança e uma mostra de cinema. Foi uma presença extraordinariamente bem-sucedida e, durante os anos que se seguiram, Portugal esteve mesmo na mó de cima em termos de festivais literários e prémios (o Nobel veio no ano imediatamente a seguir), tendo sido convidado de honra em Paris, em Genebra e no Rio de Janeiro, pelo menos. Para comemorar os 20 anos de Portugal como país-tema da FILF, Jochen  Nix vai falar e ler Pessoa & heterónimos na Casa Fernando Pessoa logo mais à tarde e  amanhã ler passagens de O Ano da Morte de Ricardo Reis na Fundação Saramago. Em alemão. A programação vai abaixo, em português.

 

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