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Horas Extraordinárias

As horas que passamos a ler.

25
Jul17

Teatro

Maria do Rosário Pedreira

Existem relativamente poucos romances que abordem, mesmo que indirectamente, o  mundo da edição; há vários estrangeiros (de Laurent Binet ou Vila-Matas), mas em português lembro-me sobretudo de História do Cerco de Lisboa, de José Saramago, no qual são personagens fundamentais um revisor (Raimundo) e a sua chefe, uma editora chamada Maria Sara. Ao rever uma obra sobre o cerco de Lisboa, Raimundo decide introduzir a palavra «não» numa determinada frase (que tem que ver com a ajuda dos Cruzados na conquista de Lisboa aos mouros), mudando, de certa forma, o que foi a História… Pelo caminho, apaixona-se por Maria Sara (outra conquista, enfim). Falo deste livro agora porque li que, no Festival de Teatro de Almada, nada menos do que quatro companhias de teatro se juntaram para encenar uma adaptação do romance: a ACTA – A Companhia de Teatro do Algarve, a Companhia de Teatro de Almada, a Companhia de Teatro de Braga e o Teatro dos Aloés. A dramaturgia esteve a cargo de Gabriel Antunaño e a encenação é de um outro espanhol, Ignacio García, contando os cenários com o talento de José Manuel Castanheira. A peça estreou-se no festival, mais vai regressar em Setembro e passar pelos vários teatros envolvidos, dando um pouco a volta ao País, de norte a sul. Uma boa ocasião para a ver e ler o romance de Saramago.

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