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Horas Extraordinárias

As horas que passamos a ler.

18
Fev15

Um duo imperdível

Maria do Rosário Pedreira

Mário Cláudio gosta do número 3 e, como tal, brinda-nos frequentemente com trilogias. O escritor do Porto tornou-se conhecido sobretudo com o romance Amadeu (sobre o pintor Amadeu de Souza-Cardoso) e logo completou aquilo a que chamou a «Trilogia da Mão» com os romances Guilhermina e Rosa. Mais tarde, olhou o céu inspirador e ofereceu-nos a trindade de romances Ursa Maior, Gémeos e Oríon. Quando publicou o delicioso Boa Noite, Senhor Soares (este Soares é o Bernardo do Livro do Desassossego), não sabíamos que se tratava do primeiro livro de um trio sobre a relação entre pessoas de idades muito diferentes. O segundo volume saiu no ano passado e era sobre Da Vinci e um discípulo (intitula-se Retrato de Rapaz) e o terceiro vem a caminho (quase nas bancas!) e é sobre a relação nem sempre clara entre Charles Dodgson e Alice Lidell; chama-se O Fotógrafo e a Rapariga. Pois para quem não esteja inteirado, eu esclareço: Charles Dodgson é, nem mais nem menos, o nome real de Lewis Carroll, o espantoso autor de Alice no País das Maravilhas, e a menina Lidell, provocadora q.b., uma Lolita em muitos aspectos, é tão-só a rapariguinha que inspirou o professor de Matemática e fotógrafo amador a escrever um dos livros mais famosos de todos os tempos. Esta pequena novela de Mário Cláudio é então sobre o encontro destas duas figuras imperdíveis – e, aqui para nós, nenhuma delas é inocente… Leiam, leiam – e não se arrependerão.

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