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Horas Extraordinárias

As horas que passamos a ler.

11
Jan17

Viagem literária

Maria do Rosário Pedreira

É óbvio que só podemos visitar Avalon, Oz, a Atlântida ou Macondo através dos livros dos autores que criaram esses mundos, mas há bastante ficção à roda de lugares reais – e um dia destes, em conversa com amigos, decidimos que haveríamos de começar a visitar cidades, vilas e aldeias de que ouvimos falar desde sempre mas que, na verdade, não conhecemos senão dos títulos e enredos de certos romances. Por exemplo, eu não sabia onde ficava a Casa Grande de Romarigães (a do Aquilino, bem entendido) até ir ao Google e ver que era perto de Paredes de Coura (hei-de lá ir depois de ler o romance, o que ainda não fiz), nem que Prazins (a da Brasileira, de Camilo) pertencia ao concelho de Guimarães. Vai daí o Manel teve a ideia de irmos a Tormes (a Tormes do absolutamente notável A Cidade e as Serras), onde Eça de Queirós não chegou a viver (pernoitou apenas), mas que hoje alberga a Fundação com o seu nome, parte da sua biblioteca e os móveis que, depois da morte do escritor, vieram da sua residência em Paris. Além da visita guiada à casa, em que se fica a saber muita coisa sobre Eça e a família, existe um restaurante que serve os petiscos queirosianos, pelo que não falhámos a ementa que foi, pelos vistos, ali servida ao próprio Eça quando visitou Tormes: canja, frango alourado com arroz de favas e creme queimado. Estamos agora a pensar que lugar dos livros vamos visitar a seguir…

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