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Horas Extraordinárias

As horas que passamos a ler.

12
Fev15

Vigésimo ano sem

Maria do Rosário Pedreira

Li numa newsletter enviada por um agente literário suíço que a escritora norte-americana de romances e livros de contos Patricia Highsmith já morreu há vinte anos. Senti-me velha, pois ainda me lembro de aguardar com ansiedade os seus novos livros numa editora onde trabalhei em início de carreira e na qual se publicaram muitos títulos da sua lavra (recordo-me, por exemplo, de Inocência Perversa ou Azul Cobalto – que tiveram dezenas de edições –, do mais discreto O Diário de Edith e também das colectâneas de contos que saíram já numa colecção de ficção literária, e não na de policiais, entre as quais Sereias num Campo de Golfe. Como neste estranho mundo em que vivemos «rei morto, rei posto», é provável que muitos dos Extraordinários, sobretudo os mais jovens, não conheçam ainda a grande Highsmith; mas ela é a inventora do senhor Ripley que certamente toca uma campainha para alguns por causa de filmes como O Talentoso Senhor Ripley e mesmo O Amigo Americano, de Wim Wenders, interpretado por Dennis Hopper, que por acaso ando cheia de vontade de rever. Por isso, se se quiserem abalançar à leitura ou releitura da senhora que também serviu de inspiração a Hitchcock para O Desconhecido do Norte-Expresso, fiquem à vontade. Verifiquei que há vários títulos disponíveis no mercado e não há nenhuma razão para não a querermos ler.

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