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Horas Extraordinárias

As horas que passamos a ler.

28
Mai12

Sala de estar

Maria do Rosário Pedreira

O Horas Extraordinárias fez dois anos há cerca de quinze dias. Confesso que, com a lufa-lufa da Feira do Livro, a efeméride me passou, mas agora não posso mesmo deixar de agradecer aos meus muitos leitores que todos os dias cá vêm, quase como se fossem para o emprego. Tem sido muito bom contar com tantas visitas e ver que as pessoas se sentem neste blogue como em família: lêem, dão a sua opinião, fazem comentários apropriados, conversam uns com os outros e até deixam recados que nada têm que ver com o assunto do dia, pois já sentem noutros visitantes uma espécie de amigos com quem têm afinidades. Alguns dos meus visitantes são tão frequentes que, se não aparecerem por dois ou três dias, estranho e até me pergunto se andarão doentes ou de viagem. Outros são tão interventivos que até respondem por mim e me poupam a réplicas. Um ou outro já veio apresentar-se pessoalmente e foi bom poder pôr uma cara num nome. Mas o que é mais engraçado é que neste blogue dialogam pessoas muito diferentes, umas muito mais velhas do que outras, sem se sentir essa diferença nem haver entre elas qualquer tipo de distanciamento ou reverência. Enfim, é como se estivéssemos todos numa grande sala de estar – e, claro, os sofás fossem confortáveis. Obrigada, pois, por trazerem as almofadas. Por mim, só posso prometer continuar a dar o mote para muitas conversas. Até sempre.

2 comentários

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    Anabela Ferreira 28.05.2012 19:42

    Já li esse e o novo dele! Surpreendeu-me como um escritor pode escerever dois livros tão diferentes assim. Cada um ao seu estilo: o primeiro talvez mais poético; o segundo, "A Decadência dos Olfactos", com uma narrativa poderosíssima, sobretudo a partir do meio, que nos faz virar as páginas a querer saber como tudo aquilo vai acabar. Em comum, um trabalho enorme sobre as personagens. São personagens muito profundas, como se costuma dizer, o que raramente encontro na literatura portuguesa.
    Estou definitivamente rendida a este escritor que acho que, apesar de estar a passar um pouco despercebido actualmente, há-de ser um caso bastante sério na moderna literatura de língua portuguesa.
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