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Horas Extraordinárias

As horas que passamos a ler.

23
Mai12

Manolo apresenta-se

Maria do Rosário Pedreira

Já aqui falei de O Intrínseco de Manolo, um romance de estreia muito divertido e acutilante publicado recentemente com a chancela da Teorema. É a história de um casal alentejano – o Manel e a Maria – que a mediocridade da aldeia maldiz e acusa, mas cujo amor parece resistir a todas as safadezas, se não metermos a morte nisso. O seu autor, João Rebocho Pais, leitor apaixonado que passa demasiadas horas nos aviões, confessa que nunca tinha pensado publicar profissionalmente um livro, mas ainda bem que se enganou, porque o romance tem personagens que ficarão na nossa memória para sempre, por boas e más razões (um tasqueiro vestido de enfermeira e maquilhado não se esquece do pé para a mão). Amanhã, vamos ouvir, por exemplo, o que pensa Luís Filipe Borges da obra na sessão de apresentação pública que terá lugar na Livraria Buchholz pelas 19h00. Tenho alguma curiosidade em saber se a tónica será nas personagens algo disfuncionais e cómicas como Tonho ou Idalina, se, pelo contrário, o apresentador se deterá nas diferenças entre os Manéis e as Marias de Cousa Vã e as Conchitas e Manolos de Ciudad del Sol, ali mesmo ao lado. Mas, para isso, é mesmo preciso ir lá. Estão todos convidados.

 

 

2 comentários

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    Joaquim Gonçalves 24.05.2012

    Que bom ler estas palavras! Ao longo de mais de uma década de livreiro, o que, nos dias de «hoje, é obra!, proporcionei a proximidade entre autores e leitores, ouvintes, apreciadores, nas diversas artes, especialmente a da Literatura.
    Sempre com muita, mas mesmo muita generosidade, Editoras e departamentos de marketing aparte.
    Ouvi palavras como as do João de autores que hoje se passeiam pelos 4 cantos do mundo em conferências, apresentações, etc. Que bom para eles!
    Lamentavelmente, a alguns deles, subiu a fama à cabeça. A outros, apesar da notoriedade, não. E continuam a oferecer-nos o grande sorriso da amizade e o sacrifício da disponibilidade. Sacrifício, sim, porque esta coisa de escrever tem que se lhe diga. Não basta carregar no botanito (gosta do termo, amigo aldeão?).
    Lamentavelmente, ainda, esses tai serviçoes de marketing, comandados pelas Editoras, só vêem coisas grandes: superfícies, cadeias, etc., esquecendo-se que Grande é o povo. E o Povo está em todo o lado, mas espalhado. A semente tem de ser espalhada e não concentrada. O vaso que a acolhe, na província (sim, província e cada vez mais!) são as livrarias, serviço público não reconhecido estrafegado até à medula. São a montra de quem as estrafega.
    João Rebocho Pais, espero que não mude a sua maneira de estar no mundo e cá o espero, um dia, no modesto vaso que é a livraria A das Artes, em Sines.
    Claro! Não sou anónimo!
    Grande abraço
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