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Horas Extraordinárias

As horas que passamos a ler.

28
Jun12

Livros a mais?

Maria do Rosário Pedreira

Os livros são um problema para quem gosta muito deles e não lhes resiste. Numa crónica publicada no dia 17 de Junho no jornal Público, Miguel Esteves Cardoso contava que estava a mudar de casa e falava do trabalho que representava transportar os livros de um sítio para outro e arrumá-los, um por um, na casa nova. Pareceu-me que, ao olhar as pilhas no chão, pensava que, afinal, talvez tivessem razão aqueles que se renderam aos livros electrónicos e não se importam com o cheirinho do papel, os sublinhados ou o cantinho dobrado para marcar a página onde ficámos. Porém, ao mesmo tempo, percebia-se que não deixará nunca de comprar livros, apesar de ter muitos que certamente ainda não leu. No dia em que se comemorou o aniversário de Eduardo Prado Coelho, li na Casa Fernando Pessoa, numa sessão de homenagem, um texto seu que falava exactamente da sua ideia de biblioteca; e dizia o professor, entre outras coisas, que só se sentia realmente sossegado quando tinha tantos livros por ler quantos os que tinha lido – o que, no seu caso, queria dizer mesmo muitos. Em minha casa, embora haja muitos livros que ainda não lemos, não resistimos a comprar uma parte significativa dos que saem. Guardamos, ainda, livros que sabemos que nunca vamos reler. Serão livros a mais?

3 comentários

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    Anónimo 28.06.2012

    Uma solução suicidária... o caminho certo seria a oferta, e assim os manteria disponíveis...

    Não aplaudo tal solução!

    E "prontos"... terá acabado por aqui a minha veia e intervenção solidária com os posts extraordinários com que fomos brindados?
    Esperemos pelos próximos capítulos...
  • Sem imagem de perfil

    Anónimo 28.06.2012

    Cara/o, sim, claro... mas no domínio da ficção tudo é possível e o personagem, Dom Rigoberto, justifica-se dizendo que inicialmente doava os livros excedentários mas que, a partir de certo momento, julgou ser incorrecto doar aos outros aquilo que ele não julgava digno de guardar para si... eheheh
    Cristina

    P.S.: ocorreu-me ainda outro personagem bibliófilo incendiário, o detective Pepe Carvalho dos livros do Montálban... mas deve haver mais!

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