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Horas Extraordinárias

As horas que passamos a ler.

25
Jun12

Do velho se faz novo

Maria do Rosário Pedreira

Quando comecei este blogue, referi que ele serviria sobretudo para falar do que fosse lendo (as horas extraordinárias são essas); e, se alguma vez me referi ao que eu própria escrevi, acho que foi apenas para contar algum episódio à roda disso, e não para falar dos livros. Contudo, passei o fim-de-semana a ver as provas da minha Poesia Reunida e, como tal, não só me tornei leitora da minha própria obra (juro que já não me lembrava de ter escrito certos textos), como isso me impediu de escrever posts para o blogue, porque o tempo, infelizmente, não dá para tudo. Por isso, hoje os leitores do Horas Extraordinárias terão direito a um post simultaneamente egocêntrico e preguiçoso – mas, acima de tudo, feliz. É que os meus livros de poesia estavam fora de mercado há muito tempo, e ainda acho um milagre que a Quetzal os tenha querido publicar todos juntos! A edição sairá em Setembro (que é o mês em que nasci) e incluirá, além dos três títulos anteriores, um livro inédito chamado A Ideia do Fim. A abrilhantar tudo, um prefácio de Pedro Mexia. E em Setembro volto à carga, ouviram?

2 comentários

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    André Lamelas 25.06.2012

    Aproveito a dica da Isabel e partilho um poema que também gosto muito:

    Neste outono, as pedras agasalham-se no cobertor
    do musgo; e o barro bebe a água; e o vento viaja rente
    aos muros. Mas eu, sem ti, deito-me gelada sobre a cama
    e digo palavras que queimam a boca por dentro ― amor,
    saudade, o teu nome e os nomes das coisas que tocaste
    (e sobre as quais deixo crescer o pó, para que os dias
    não se decalquem sempre de outros dias). Fecho os olhos
    depois sobre a almofada e vejo o rosto branco da casa
    desenhar-se à medida da tua ausência: as janelas abrem-se
    para a solidão dos becos e há um farrapo de luz sobre a porta
    a que ninguém virá bater. pergunto-me onde anda a tua
    sombra quando aqui não estás. E tenho medo. São estes
    os solavancos de uma ida pequena ― bordar uma toalha
    para logo a manchar de vinho, sentir a ferida na distância
    do punhal, viver à espera de uma dor que há-de chegar.
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