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Horas Extraordinárias

As horas que passamos a ler.

16
Jan13

Respeitinho

Maria do Rosário Pedreira

Já aqui referi uma vez que, nas listas elaboradas em Dezembro pelos jornais, à guisa de balanço, dos livros do ano, constam quase sempre títulos que, efectivamente, não são desse ano, obras escritas e publicadas meio século antes, mas que, por virtude de uma nova tradução (assinada por alguém que imponha respeito) ou de uma reformulação (como a opção de juntar num só volume o que antes só estava disponível em vários), acabam por ganhar estatuto de novidade. Na lista que o suplemento «Actual» do Expresso publicou na semana passada sobre o que aí vem de peso em 2013 no que toca a livros, este fenómeno repete-se – e temos, por exemplo, destaque para Lolita, de Nobokov, que pertence ao catálogo da Teorema há muitos anos, mas agora sai noutra chancela com uma tradução de Margarida Vale de Gato. É simpático, se não completamente merecido, este respeito pelos grandes tradutores que, ao longo de muito tempo, nem sequer tinham direito ao seu nome no frontispício dos livros que traduziam, quase sempre remetidos à ficha técnica em caracteres minúsculos. Antes disso, porém, nos anos 40 ou 50 do século passado, quem traduzia era digno de consideração – e um dia destes, num velhinho livro que ando a ler, encontrei até o excessivo «Dr.» antecedendo o nome do senhor responsável pela tradução. O respeitinho é muito bonito.

5 comentários

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    Artur Águas 16.01.2013

    Aqui ainda é de manhã, mal nasceu o sol...
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    Joaquim Jordão 16.01.2013

    Ó Artur! Tenha lá paciência! Mais respeitinho, hã!?
    O cálculo de Cláudia está correcto.
    O comentário de Cláudia foi colocado às nossas 18,00 horas - já noite nesta altura do ano aqui em Portugal - mas foi por ela escrito quando estava a tomar o pequeno-almoço lá no Brasil, olhando os reflexos do sol-para-ela-nascente vibrando nas águas do oceano que nos separa.
    É que, caro Artur, o sol vai daqui para lá.
    Está a ver, Artur? Isto é que é importante: o sol, que nos une, vai daqui para lá.
    Repito: nós estamos no nascente, e Cláudia, ao contactar connosco, tem isto em conta: o sol que ela está a desfrutar foi-lhe enviado por nós.
    Ela entende que o nascente está do nosso lado. Tal como fazem os bons tradutores, que nos trazem, brilhante e pleno, o sol que nasceu do lado dos autores.
    Isto é que é respeitinho, hã?!
    Se me dá licença, Artur, por sua conta envio um + um abraço de gratidão à Cláudia.
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    Artur Águas 17.01.2013

    Que falta de sentido de humor. Nada de novo nas terras da Lusitânia : já o EPC se queixava dos que se ofendiam com as suas crónicas por serem incapazes de ler um subtexto de ironia ou de humor que havia quase sempre nos seus escritos. Nada de comparável no meu curto post , apenas uma inocente brincadeira que nada tinha de ofensivo e apenas esperava suscitar resposta. Mas não adivinhava, longe disso, a reação à santo ofício do senhor Joaquim Jordão. Pelos vistos há quem se tome de dores pela Cláudia (que não deu sinal de se ter incomodado com o meu post ). Mas, como certamente pensará o senhor Joaquim Jordão, eu serei um desrespeituoso recém-chegado a este blog que desconsidera a belíssima história pregressa das contribuições da Cláudia ao blog. Nada disso; de facto, desconheço de todo essa muito apreciada história pregressa da relação da Cláudia com o blog. Nenhum problema será por mim criado ao espírito antigo do blog: se receber um email da Maria do Rosário Pedreira sugerindo-me para não mais enviar qualquer post para este blog, cumprirei em absoluto e sem reticências esse pedido.
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    Joaquim Jordão 17.01.2013

    Caro Artur
    Peço desculpa por, no meu texto, não ter conseguido passar o sorriso de ironia com que o escrevi.
    Descuidei-me, talvez devido ao adiantado da hora em Portugal.
    Tomei como evidente que a utilização do termo “respeitinho”, por ser o título do post que estávamos a comentar, seria entendida como amigável, seria recebida por si como uma fraterna palmadinha nas costas, com irónica cumplicidade.
    Surpreende-me que o Artur agora, às 10:54 h em Portugal – Cláudia lá no Brasil ainda com muitas horas de son(h)o pela frente – compareça tão mal-humorado.
    Talvez seja melhor aguardar que tome um café e, com outros olhos, releia o que ambos escrevemos.
    Entretanto, façamos figas para que Cláudia durma sossegada e, daqui por umas horas, com o sol que lhe enviamos a entrar-lhe pela janela, desperte feliz.
    Sem ressentimentos, um abraço.
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