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Horas Extraordinárias

As horas que passamos a ler.

24
Jul13

Afinal, havia outra

Maria do Rosário Pedreira

Pois bem, algumas mulheres que conheço – escritoras – defendem que os seus livros vendem menos porque os jornalistas e críticos literários só dão atenção aos livros dos seus confrades homens. No caso que hoje me traz aqui, nada podia ser mais falso, uma vez que o livro era de um homem – Robert Galbraith, para ser mais exacta – e, desde que saíra, no Reino Unido, vendera uns míseros 1500 exemplares (que, por lá, é quantidade ínfima, como sabemos). E isso não acontecera por ter passado despercebido: tinha recebido excelentes críticas o policial de capa chamativa com o título The Cuckoo’s Calling publicado pela editora Sphere, que se pensava ser de autor estreante e promissor. Contudo, no domingo 14 de Julho, o Sunday Times, que adora uma boa manchete, pôs a descoberto a verdadeira identidade do autor, revelando que se tratava nada mais, nada menos de uma obra da pena de J. K. Rowling, a celebrada inventora de Harry Potter. Em poucas horas, o romance já era um dos mais vendidos da Amazon… Talvez os ingleses não possam ser acusados de machismo, enfim.

4 comentários

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    jose-catarino 24.07.2013

    Talvez escrever não faça sentido no mundo actual. Ou talvez seja tentativa de dar sentido ao mundo. Ou esforço vão de o compreender. Talvez por tudo isto, ou nada disto, continue a ser importante escrever. De qualquer forma, todos aqueles a quem a pulsão da escrita lhes corre nas veias continuarão a escrever. Penso eu " de que".
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    Pedro Almeida Sande 24.07.2013

    Interessante caminho de reflexão José Catarino. Será que hoje o leitor continua a ter tempo ou disponibilidade para ficção, mundo ficcionado que todos os dias é ultrapassado pela mais ténue realidade. Será que a rede da palavra hoje já não retira a última palavra ao escritor? Será que os indefectíveis da escrita não escreverão cada vez mais para si próprios, para pequenos nichos, apenas por esse pulsar que lhes corre nas veias? Escrever com outro sentido para além deste se já não há cântaro ou jarro que sustente tudo o que jorra! Ainda é sustentável produzir palavras?
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    Pedro Almeida Sande 24.07.2013

    Ainda é sustentável produzir e querer amordaçar as palavras?
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