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Horas Extraordinárias

As horas que passamos a ler.

25
Jul13

Figueira da Foz

Maria do Rosário Pedreira

Já aqui falei muitas vezes das Quintas de Leitura – um espectáculo magnífico organizado por João Gesta no Porto, no Teatro do Campo Alegre, que esgota assim que os bilhetes são postos à venda e conta com a colaboração de um poeta, de diseurs, de artistas e músicos. Mas estas, como descobri no ano passado, não são as únicas Quintas de Leitura que existem, pois outras há na Figueira da Foz todos os meses, que ocorrem depois do jantar e têm um autor por convidado na Biblioteca Municipal da cidade à beira-mar. Depois de algumas alterações forçadas mas aconselháveis (a primeira quinta que me marcaram acabou por revelar-se a véspera de um feriado e, portanto, o público iria provavelmente de fim-de-semana; e, na segunda, havia à mesma hora um espectáculo de bailado que era um sério concorrente), hoje estarei nas 5.as de leitura da Figueira da Foz, para falar da minha poesia a quem queira ouvir e responder a perguntas do público. Se estiver por lá, apareça.

 

6 comentários

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    Anónimo 25.07.2013

    Desde que não se exagere, e que a palavra e/ou expressão seja correctamente usada, não vejo onde está o mal...
    Ou será que devemos estar «orgulhosamente sós» outra vez?
    E que palavra propõe para a que a Rosário utilizou?
    Declamador? Dizedor?
    Sinceramente, prefiro diseur/diseuse.
    Antonieta
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    PO 25.07.2013

    Dizedor, declamador, leitor, whatever ... (meti esta de propósito, ein !) Uma coisa é estarmos "orgulhosamente sós", outra coisa é transformarmos a nossa língua, sem necessidade, numa espécie de crioulo doutras, só para nos sentirmos acompanhados. Acho isto mais importante que as questões ortográficas. No entanto, que cada um diga como lhe dá na gana et vive la liberté!
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    Pedro Almeida Sande 25.07.2013

    Subscrevo. Embora ultimamente tenha reduzido os estrangeirismos em tudo o que escrevo, não vejo que venha mal ao mundo (português) a sua utilização.
    Preocupa-me mais aqueles que são pela integridade e transparência, mas depois no seu pequeno cosmos são os primeiros detractores da mesma.
    Vivemos um tempo novo, um tempo avesso ao provincianismo, um tempo como diz o Boaventura Sousa Santos de Localismos Globalizados, Glocalismos , ... O local no global e o global no local.

    Como diz PO , viva a liberdade...e essa é que está em perigo quando "maduros", com uma estranha forma de concepção democrática, dizem que não se pode viver em democracia pondo tudo em causa.
    E nós aqui sabemos bem o que está verdadeiramente em causa...a falta de memória histórica e um sistema político caduco!
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    ASeverino 25.07.2013

    E o que é o provincianismo?

    Será perguntar a 95% dos americanos onde fica Portugal e 80% dizer que nunca ouviu falar e os restantes 15% dizerem que Portugal fica em Espanha? será ir acampar para a porta da maternidade na cosmopolita London e estar três dias e três noites à espera do nascimento do príncipe ? será dormir 3 dias e 3 noites à porta do cinema (em Nova Iorque) à espera da estreia da 28º. saga da GUERRA DAS ESTRELAS? Será acampar durante uma semana à porta da FNAC lá o sítio (EUA) para comprar o último iPad? ou o último JKRowling? ou o último DAN BROWN?
    Ou provincianismo será dizer declamador em vez de diseurs ??? de fazer um intervalo para café em vez de coffee-break?????
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    Pedro Almeida Sande 25.07.2013

    Também, também, Severino! Afinal somos todos provincianos à nossa medida...
    Ó Severino, deixe-me lá calçar aqui uns pezinhos de lã, para o nosso amigo não se exaltar.
    Olhe lá a tensão, Severino, que aqui os seus amigos querem-na sempre em 13/7, para evitar as taxas moderadoras impostas pela nova ideologia da globalização.
    Em vez de provincianismo também podemos chamar-lhe localismo não globalizado.
    E olhe que eu tinha um preconceito qualquer contra o Dan Brown até um dia que, sentado nesse tugúrio de globalismo localizado Fnac, me apercebi que nunca tinha lido nada do homem.
    «Diacho», pensei, «isto dos conceitos antecipados dá sempre mau resultado».
    Desde esse dia tornei-me um provinciano globalizado.
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