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Horas Extraordinárias

As horas que passamos a ler.

09
Set10

Simpatias

Maria do Rosário Pedreira

Nem sempre fiz exactamente o que gostava de fazer e nunca trabalhei nas editoras que eram os meus modelos antes de me iniciar no mundo editorial. Vinha de Letras e comecei a actividade numa editora conhecida e reconhecida justamente pela publicação de obras de divulgação científica e, embora tivesse adorado tudo o que lá aprendi (e foram nove anos), achava, na época, que seria muito mais feliz numa Assírio & Alvim, que publicava quase todos os livros de poesia que eu comprava e logo devorava. Criamos naturalmente simpatias por algumas editoras e antipatia por outras; e, neste momento, quero dizer que sinto uma grande simpatia-empatia pela Tinta-da-China, que não só faz livros bons, mas fá-los bonitos. Já tive ocasião, há mais de um ano, de ir a um programa de televisão elogiar a colecção de viagens dirigida pelo grande jornalista Carlos Vaz Marques. E, apesar de nessa altura ela só contar dois ou três títulos, a verdade é que não perdeu o pé e soube enriquecer-se com variedade e qualidade sempre que pôs nos escaparates um novo livro. Infelizmente, não consegui lê-los a todos e, dos lidos, continuo a preferir Na Pérsia, de Anne-Marie Schwarzenbach – viagem pela Pérsia que é também viagem interior belíssima e triste. Recentemente, porém, o Manel comprou (e está a ler) o Na Síria, de Agatha Christie, sobre o qual não escondo a minha grande curiosidade. Mas há que saber esperar, como noutras coisas da vida.

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