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Horas Extraordinárias

As horas que passamos a ler.

24
Set13

Verdade ou consequência

Maria do Rosário Pedreira

Violante tinha, desde criança, um talento raro para a representação e, com a ajuda de um grande actor com quem acabou por se casar, tornou-se uma das mais aplaudidas actrizes portuguesas do princípio do século XX. Contudo, os que a vêem brilhar e afirmar o seu génio no palco dos maiores teatros nacionais desconhecem o terrível segredo que minou a sua vida e levou para longe o marido numa noite que podia ter acabado em tragédia. A Segunda Morte de Anna Karénina é um romance sobre o amor sem limites, a traição e os custos da vingança – e também uma obra arrojada sobre as tensões homossexuais reprimidas, sobre as vidas desperdiçadas de tantos portugueses na Primeira Guerra Mundial e sobre as diferenças – se é que existem – entre o teatro e a vida real, porque numa conversa entre dois actores de excepção, nunca se sabe o que é verdade, o que é consequência. Este é o mais recente romance de Ana Cristina Silva.

 

3 comentários

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    Beatriz Santos 24.09.2013

    Hummm...pelos vistos, guardar tudo é característica familiar. Ou não teriam essas cartas chegado até si:)

    Quando se fala em género epistolar recordo sempre a má consciência de um colega que estava incumbido de publicar o espólio de um douto senhor e dizia meio indeciso,"nas cartas que escreveu à mulher repetia constante, nunca deixes que as publiquem, destrói o que é nosso se for preciso."
    Mas foram publicadas.
  • Sem imagem de perfil

    António Luiz Pacheco 24.09.2013

    Extraordinária Beatriz:
    Sabe que me senti mal ao ler aquelas cartas?
    Parece que estava a violar um segredo, a invadir a memória de pessoas mortas há 70 anos...
    Jamais as publicaria... deixei-as ficar onde as encontrei, pois imaginei que o meu avô ali as sepultara porque era muito amigo e o sobrinho preferido da tia Augusta, falecida sem deixar descendência.
    No entanto seriam, quem sabe, um bonito tema para um romance.

    Guardar coisas é ter memórias... digo eu.

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