Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Horas Extraordinárias

As horas que passamos a ler.

31
Mai19

Crónica e encontro

Maria do Rosário Pedreira

Hoje é dia de crónica e aqui vai o link:

https://www.dn.pt/edicao-do-dia/18-mai-2019/interior/o-fim-da-empatia-10905780.html

Logo mais à tarde, pelas 18h30, na novíssima Livraria da Travessa, ao Príncipe Real, e aproveitando o facto de termos connosco em Lisboa o mais recente vencedor do Prémio LeYa, Itamar Vieira Junior, o romance Torto Arado será o ponto de partida para uma conversa sobre a situação da cultura no Brasil actual. Além do autor, estará presente Mirna Queiroz, da revista Pessoa, e João Moreira, da revista Bica, que moderará a sessão. Apareça.

P. S. O Prémio LeYa será entregue neste domingo na Feira do Livro, às 18h30. Apareça por lá também.

convite_premio-leya-2018.png

 

30
Mai19

PEN Clube

Maria do Rosário Pedreira

O PEN Clube português faz 40 anos em 2019, e  nova direcção decidiu assinalar o aniversário com actividades literárias, o que é muito bom. Assim, hoje mesmo, pelas 18 horas, na Livraria Férin, em Lisboa, promovem-se as primeiras Leituras Públicas PEN (notem que PEN são as iniciais de Poesia, Ensaio e Narrativa), animadas por três escritores: um poeta (Luís Filipe de Castro Mendes), um ensaísta dedicado à literatura (Manuel Frias Martins) e uma ficcionista (Teolinda Gersão). Os três autores, além de lerem excertos da obra ou poemas e de conversarem sobre a sua carreira literária, podem responder a perguntas do público no fim da sessão, que será gravada e difundida pela rádio NTR, cujo programador cultural é o jornalista Jorge Gaspar. Imagino que para o mês que vem haja mais.

 

29
Mai19

Mais uma

Maria do Rosário Pedreira

Pois é, vem aí o monstro, aquela coisa que dura, dura, dura… e nos faz perder fins-de-semana de praia e feriados de passeio. Ela chama-se, pois, Feira do Livro de Lisboa, e é já a 89ª! Nem tudo é mau, porque estar de roda dos livros e dos autores é sempre uma experiência inesquecível e, apesar do que pintei, as semanas passam a correr e no último dia fica sempre um vazio… Este ano a feira abre hoje, 29 de Maio, e vai até 16 de Junho. Os horários são, de segunda a quinta, das 12h30 às 22h; aos sábados das 11h às 24h, aos domingos e feriados das 11h às 22h. Existe a deliciosa Hora H, das 21h às 22h, com livros com 50% de desconto, nos dias 3 a 6 e 10 a 13 (aproveitem). Como sempre, haverá lançamentos e sessões de autógrafos, mesas-redondas, espectáculos, além da entrega do Prémio LeYa a Itamar Vieira Junior, já no próximo domingo, às 18h30 (se quiserem aparecer, são muito bem-vindos). O importante é que lá vão dar uma boa vista de olhos, porque se encontram sempre coisas que já desapareceram das livrarias, e comprem livros. Se quiserem visitar-me, lá estarei quase todos os fins-de-semana. Boa feira, aos Extraordinários lisboetas.

Feira DO LIVRO DE LISBOA.docx.jpg

 

 

 

28
Mai19

Um Charlot português

Maria do Rosário Pedreira

No meio da tarefa de esvaziar uma casa de família, a descoberta inesperada de um conjunto de cartas, fotografias e recortes revela ao narrador de Pratas Conquistador a existência de um tio-bisavô pioneiro do cinema em Portugal (o título do livro é, de resto, o do filme por ele realizado). Será o misterioso tio Emídio, curiosa personagem das anedotas familiares, o mesmo Emygdio Ribeiro Pratas, autor e intérprete, em 1917, da primeira comédia cinematográfica portuguesa ao estilo de Charlot? Que destino foi, afinal, o deste homem que teve uma vida absolutamente aventurosa? E porque terá sido votado ao esquecimento? Partindo da história desta figura multifacetada e do papel que representou na vida dos seus contemporâneos e dos seus descendentes, Paulo M. Morais explora os limites da ficção e da não-ficção, conduzindo o leitor ao Portugal das primeiras décadas do século xx, entre a queda da Monarquia e o advento da Sétima Arte, numa viagem ao mesmo tempo intimista e coletiva, poética e documental, que prende da primeira à última página.

revista_cine-revista-artigo-pratas-pormenor.jpg

 

 

27
Mai19

Pano para mangas (e não só)

Maria do Rosário Pedreira

Apesar de achar o Facebook cada vez mais cheio de gente agressiva e frequentá-lo pouco, de vez em quando compensa ir lá espreitar pois descobrem-se coisas muito curiosas nos posts de algumas pessoas. Desta vez falo da crítica e escritora (e sempre agradável, porque ama a vida!) Helena Vasconcelos, que me deu a conhecer há uns dias um divertido artigo da famosa Paris Review; uma das suas colaboradoras, Julia Brick, escreve sobre o vestuário de personagens literárias – e o que é mesmo giro é que se associa a uma ilustradora (autora, de resto, de umas quantas capas da revista New Yorker, o que já diz muito do seu trabalho) e esta desenha para ilustrar o artigo alguns modelos usados por Franny em Franny e Zooey, de J. D. Salinger. Ao vê-los, dizia Helena Vasconcelos, dá vontade de regressar à infância. E eu concordo! Oh, como me lembro das queridas bonecas de papel com o seu guarda-roupa de recortar! Quando estava com gripe, em miúda, pedia sempre que me dessem uma dessas folhas, que trazia a boneca e muitas roupas variadas ao lado, do mais desportivo ao mais chique… Nunca me passaria pela cabeça, porém, que alguém fizesse o mesmo tendo por base a criação literária, mas a verdade é que a literatura dá mesmo pano para mangas (mesmo que o pano, no caso, seja papel, e as mangas sejam apenas uma parte ínfima destas roupas). Esta seria talvez uma boa ideia para apresentar personagens literárias aos leitores mais novos e deixar-lhes o bichinho da curiosidade pelo livro de onde foram tiradas… O link vai aí para se deliciarem.

https://www.theparisreview.org/blog/2019/05/20/literary-paper-dolls-franny/

 

60910192_10156629370104833_6951703300731305984_n.j

 

 

 

 

23
Mai19

Mais

Maria do Rosário Pedreira

Lembram-se daquelas aborrecidíssimas equações em que menos por menos dava mais e mais por menos dava menos? Pois bem, isto é só para dizer que nada é líquido e que um livro chamado Less (Menos) pode, afinal, ser… Mais! Trata-se de um romance muito premiado, que esteve no top do New York Times e foi considerado livro do ano pelo San Francisco Chronicle, o New York Post ou a Paris Review. E o facto de o título não estar traduzido na edição portuguesa tem que ver com a circunstância de ser também o nome do narrador (Arthur Less) e, no fundo, significar ambas as coisas (o trocadilho perde-se na tradução, paciência). A personagem, aliás, é um escritor de 50 anos, discreto e mediano, além de inseguro, que nunca saiu realmente da cepa torta e tem grande dificuldade em lutar contra os egos exacerbados dos seus colegas. Ora, um dia, é convidado para um casamento – e descobre ser o do ex-namorado com outra pessoa... Então, querendo fugir de tudo, resolve copiar os outros escritores e aceitar fazer leituras e participar de festivais literários por todo o mundo. Uma digressão que o levará a vários continentes onde lhe acontece quase tudo. Parte autobiografia, parte ficção, Less é uma sátira sobre a mudança de idade e o amor que vale a pena ler.

 

22
Mai19

Boas notícias

Maria do Rosário Pedreira

Num tempo em que só ouvimos dizer que fecham por todo lado livrarias, acontece uma excepção de monta. A Livraria da Travessa, que até aqui operava apenas no Brasil e é uma das mais famosas e bem-sucedidas, abriu portas recentemente em Lisboa, no Príncipe Real. Ao contrário das suas congéneres Saraiva e Cultura, que entraram em falência técnica há uns tempos,  a Livraria da Travessa (cujo sucesso inicial, se não erro, se deveu a ter sido escolhida como um dos locais recorrentes numa telenovela de grande sucesso há uns vinte anos) tem-se dado bem nos negócios; e, com este passo, abre a sua primeira loja internacional num momento em que a cena brasileira está difícil. Será uma livraria sobretudo com livros portugueses, mas dela constam também edições brasileiras, mesmo em tradução (presumo que o número de brasileiros residentes em Portugal o justifica), e ainda livros noutras línguas (para os turistas que ali passam às centenas todas as semanas). O espaço é bonito, dividido por várias salas, e vai ser um bom local para lançamentos. Não vi por lá muitos bestsellers, mais livros de literatura a sério. Só posso desejar que corra bem.

21
Mai19

Granta na Farmácia

Maria do Rosário Pedreira

No ano em que a revista Granta comemora 170 anos de vida (caramba!), o Auditório do Museu da Farmácia, bastante activo no que respeita a sessões culturais (foi lá que se realizou um concorrido encontro sobre edição e outro sobre tradução), recebe na quinta-feira 23, às 18h30,  Pedro Mexia (o novo diretor da Granta em Portugal, que sucedeu a Carlos Vaz Marques), bem como Madalena Alfaia, a representante da Tinta-da-China,  editora que publica a revista, e o director de arte da Granta portuguesa, Daniel Blaufuks, para uma conversa em torno do Futuro (o tema do número mais recente), à qual se juntam ainda os escritores Dulce Maria Cardoso e Valério Romão e a moderadora Ana Daniela Soares. Na sessão, entre outras coisas, discutir-se-á o futuro das revistas literárias e o papel da cultura e da língua no espaço mediático contemporâneo. O debate promete e, se lá chegar cedo, ainda pode visitar o Museu da Farmácia, que vale muito a pena.

20
Mai19

Ainda Snu

Maria do Rosário Pedreira

Snu tem estado na berra, como se dizia no meu tempo: um filme, uma série de TV, a reedição de vários livros. Devemos-lhe muito (e eu também) pois foi quem fundou a editora Dom Quixote, para a qual trabalho regularmente. Miguel Real dedicou-lhe há uns anos uma novela que agora reeditamos, intitulada O Último Minuto na Vida de S., sobre a história do último grande amor português, o de Snu Abecassis e Francisco Sá-Carneiro. Cruzando um estilo ora satírico-jocoso, ora realista, e apoiando-se em três ou quatro factos da realidade portuguesa entre as décadas de 1960 e 1970, o livro conta o que eventualmente terá pensado Snu nos últimos minutos da sua vida, na avioneta que viria a cair em Camarate, à maneira daquele desenrolar de memórias que consta acompanhar o momento da morte. A obra visa ainda retratar um Portugal que já não existe, desaparecido, para o bem e para o mal, na voragem dos costumes europeus.

 

capa_O ULTIMO MINUTO NA VIDA DE S.jpg

 

Pág. 1/3

A autora

foto do autor

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Arquivo

  1. 2020
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2019
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2018
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2017
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2016
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2015
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2014
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D
  92. 2013
  93. J
  94. F
  95. M
  96. A
  97. M
  98. J
  99. J
  100. A
  101. S
  102. O
  103. N
  104. D
  105. 2012
  106. J
  107. F
  108. M
  109. A
  110. M
  111. J
  112. J
  113. A
  114. S
  115. O
  116. N
  117. D
  118. 2011
  119. J
  120. F
  121. M
  122. A
  123. M
  124. J
  125. J
  126. A
  127. S
  128. O
  129. N
  130. D
  131. 2010
  132. J
  133. F
  134. M
  135. A
  136. M
  137. J
  138. J
  139. A
  140. S
  141. O
  142. N
  143. D