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Horas Extraordinárias

As horas que passamos a ler.

09
Dez20

Ofereça livros e afins

Maria do Rosário Pedreira

Enquanto a APEL (Associação Portuguesa de Editores e Livreiros) faz uma publicidade na rádio e na televisão apelando à compra de livros para ajudar um sector que foi profundamente abalado com a pandemia (e que já tinha sido abalado antes duas vezes, pela crise económica do princípio da década e pela concorrência das séries de ficção da Netflix e da HBO), algumas editoras encontram maneiras de fazer chegar os livros aos leitores de forma rápida. Além da Penguin-Random House, que fez um acordo com a Glovo (sim, a mesma empresa que distribui comida de restaurantes vários), a LeYa criou o serviço LeYa Express que, com portes gratuitos, entrega livros em Lisboa e na linha de Cascais em menos de duas horas. O serviço, pensado para ser alargado a outras cidades em 2021, tem uma paticularidade bem interessante: é que os livros não têm de ser da LeYa, podem ser de qualquer editora! Mas, se quer saber mais, aqui tem o link. E, por favor, se já recebeu o ordenado e planeia ir às compras, ofereça livros como presente de Natal. Nós precisamos.

Leyaonline - LEYA EXPRESS

Se tem receio de dar livros a quem gosta muito de ler por causa dos repetidos, pode também oferecer um curso relacionado com livros, pois há cada vez mais oficinas e clubes de leitura, muitos dos quais orientados por escritores. A ECON e a BookOffice, por exemplo, têm vários à disposição, basta consultar os respectivos sites. Passe a publicidade, aí vai o link do que vou dar em Janeiro de 2021 para qum queira correr o risco:

https://euaprendoemcasa.pt/workshop-por-maria-do-rosario-pedreira-livros-e-livros-escrever-editar-e-publicar-ficcao/

07
Dez20

Um humor insubstituível

Maria do Rosário Pedreira

Agora, que já consigo falar dele sem me virem as lágrimas aos olhos (custou a sua morte), queria dizer que não conheci mais nenhum intelectual do seu gabarito em Portugal com tanta graça e tão pouca vaidade. Sim, refiro-me ao enorme Eduardo Lourenço, uma pessoa que não tinha peneiras nenhumas e estava cheio de razões para as ter. Era mesmo muito engraçado. Um dia, nas Correntes d'Escritas, eu estava sentada num pequeno sofá junto à recepção do hotel a ler o Diário de Notícias; o DN, nessa altura, tinha um caderno central de publicidade a cores, pejadinho de anúncios eróticos a massagens e saunas, com rabos e maminhas a transbordarem de lingerie de renda, e eu tinha pousado essas páginas centrais ao meu lado enquanto lia o resto. Pois bem: o professor agarrou no caderno, sentou-se ao meu lado e só depois olhou para o que tinha na mão. Abriu-o, folheou e depois olhou para mim a sorrir e disse: «Aqui está o maior bordel portátil da Europa.» Genial, como sempre. Cheio de um humor que não tem equivalente em mais nenhum dos nossos pensadores ou ensaístas, todos demasiado sérios. Teremos saudades também da sua graça.

04
Dez20

Entre Vistas

Maria do Rosário Pedreira

Há uns anos conheci Paula Perfeito, que me entrevistou para o seu então jovem blogue intitulado Entre | Vistas. Recebi recentemente a notícia de que este blogue fez seis anos em finais de Novembro e quero aqui prestar-lhe uma pequena homenagem. Paula Perfeito assumiu desde o incício o compromisso da qualidade naquilo a que chamou um «exercício de cidadania cultural»; e, além de ter divulgado um sem-número de projectos e livros, fazendo sempre por mostrar aquilo que havia de mais interessante no panorama nacional, entrevistou dezenas de personalidades de várias áreas que deram o seu contributo e serviram de exemplo a muitos leitores. Nos tempos escuros da pandemia, em que tudo se tornou tão mais difícil para todos, foi o Entre | Vistas parceiro de um projecto de escrita colectiva idealizado por Ana Margarida de Carvalho e intitulado Bode Inspiratório, que contou com mais de 40 escritores e  atravessou a fronteira (e o oceano) chegando a ter tradução em inglês. As primeiras notícias sobre o projecto apareceram justamente blogue que referi, que publicou entrevistas de alguns dos participantes. Vamos ver o que nos reserva Paula Perfeito em 2021. Que conte mais meia dúzia, pelo menos, é o que desejamos.

03
Dez20

O que ando a ler

Maria do Rosário Pedreira

Dizem as más-línguas que o Prémio Planeta em Espanha é ganho por um escritor convidado pela própria organização a submeter um livro ao concurso. Não sei se é ou não assim, até porque conheço alguns casos de premiados que não eram nada conhecidos nem especialmente bem-sucedidos antes de terem arrecadado o prémio. Mas seria em todo  caso plausível que, a ser verdade, Javier Cercas tivesse sido convidado para o ganhar em 2019, pois é um autor de gabarito que vende muitíssimos livros em Espanha (e não só) desde o brilhantíssimo Soldados de Salamina. É o seu Prémio Planeta que agora me ocupa as noites de leitura, um romance chamado Terra Alta, coisa, aliás, muito diferente do que até aqui tem feito, pois as suas obras baseiam-se habitualmente em acontecimentos reais e Terra Alta parte de matéria puramente fictícia e até de tipo policial. O início é, de resto, o assassínio extremamente violento de um casal rico, embora, mais importante do que a resolução do crime, pareça a vida do polícia que quer deslindar o caso e que, depois de ter sido um deliquente, se transformou num herói que ainda por cima aprecia a literatura e chamou à filha Cosette por causa de Os Miseráveis. Segundo reza a contracapa, trata-se da «epopeia de um homem em busca do seu lugar no mundo». Veremos se consegue encontrá-lo.

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