Boas festas
Queridos Extraordinários, calculo que estejam a estranhar a minha ausência, o que é lícito, mas acreditem que eu própria pensava que iria ficar boa muito mais depressa. A operação correu muito bem, nas palavras do médico; e estou a recuperar muito bem, nas palavras da fisioterapeuta. Mas... este ficar completamente bem leva anos. Não posso sentar-me ao computador mais de uns vinte minutos seguidos; não posso transportar nada nas mãos por ter de andar de canadianas; não me posso dobrar; tenho de usar uma meia de compressão para evitar trombos, que é mesmo desconfortável (além de ter de levar injecções diárias na barriga); recomendaram-me pequenos passeios, mas só chove e não consigo pôr o pé na rua. Conto com os outros para tudo, em suma; e, ao contrário do que pensava (que iria ler imensos livros por estar de baixa), desenganem-se: como não arranjo posição para dormir, depois dormito de dia e já não tenho disposição para leituras. E, como do lado de lá sei o meu trabalho todo atrasado, aproveito todos os minutinhos para ver se ainda dou conta de algumas coisas urgentes para ter livros no início do ano. Resultado: isto está a ser MESMO CHATO! Nas papeletas que me entregaram antes da operação, falava-se em seis semanas, no mínimo, para voltar ao trabalho, e um mês para conduzir. Terei de ter paciência... está visto. Mas não tenho muita... pronto. Vim aqui dizer, por isso, que não vos abandonei, mas não é já que aqui volto, provavelmente só em Janeiro. De qualquer modo, não vos esqueço e quero desejar a todos e cada um umas boas festas, um Natal calmo cheio de livros como presentes, um 2026 com tudo de bom. Ter-me-ão no batente provavelmente em Janeiro, com novidades sobre livros e reflexões sobre a leitura. Voltem sempre e obrigada pelos vossos desejos de melhoras.

