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Horas Extraordinárias

As horas que passamos a ler.

22
Nov13

O mal banal

Maria do Rosário Pedreira

Assisti há duas semanas a um daqueles filmes que não se esquecem. Por mais que o cinema americano tenha monopolizado os espectadores do mundo inteiro, a verdade é que o cinema europeu ainda dá cartas – e muitos trunfos. Falo dessa maravilha de argumento, realização e interpretação que é Hannah Arendt e que não só me encheu as medidas como me ensinou muita coisa que – ainda bem – desconhecia (sobretudo que Heidegger tinha falta de jeito para as coisas mais pragmáticas da vida). Este filme, que é também sobre o julgamento de Eichmann que Arendt cobriu para a revista New Yorker quando o nazi foi raptado e levado para Israel, e a terá levado a escrever (e com que consequências) sobre a «banalidade do mal», recordou-me certas partes de Jerusalém, de Gonçalo M. Tavares, e de A Caixa Negra, de Amos Oz, romances escritos muitos anos mais tarde e em contextos distintos, mas nos quais existe também uma maldade que é fruto, no limite, da estupidez de certos pobres de espírito que, quase sem disso se aperceberem, têm o poder de mudar a vida de milhões (para mal). Aconselho, por isso, a leitura destes dois livros admiráveis e, claro, se ainda o conseguirem ver, o filme de Margarethe von Trotta.

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