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Horas Extraordinárias

As horas que passamos a ler.

09
Dez13

O poeta e a rainha

Maria do Rosário Pedreira

No dia 1 deste mês, o poeta Nuno Júdice recebeu das mãos da monarca espanhola, em Madrid, o Prémio Rainha Sofia de Poesia Ibero-Americana. Este prémio, que visa galardoar uma obra de inegável interesse no contexto da Península Ibérica e é atribuído pelo Património Nacional de Espanha e pela Universidade de Salamanca, fora apenas entregue uma vez a um português – no caso, Sophia de Mello Breyner Andresen. O autor, que é também ficcionista, ensaísta e dramaturgo, viu já a sua obra merecer muitos outros prémios de relevo, por romances ou colectâneas de poemas, como os da APE e do PEN Clube e bem assim o Prémio D. Dinis ou o Fernando Namora. Mas um prémio desta craveira é excepcional, até porque permitirá certamente maior atenção à nossa poesia por parte dos nossos vizinhos. Nuno Júdice acaba de lançar um novo poemário, Navegação de Acaso, nas Publicações Dom Quixote. Espero que esta distinção, amplamente difundida nos meios de comunicação, leve alguns dos que não o conhecem a lê-lo e apreciá-lo.

3 comentários

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    Pedro A. Sande 09.12.2013

    Beatriz, não duvido que dar corda ao relógio da escrita é um caminho não só possível como desejável! Onde se pensa que há aridez, há campos a perder de vista à espera de serem irrigados!
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    Beatriz Santos 09.12.2013

    O Pedro diz tudo de forma tão única que faz parecer fácil o trabalho da escrita:) Ora não é o mesmo ter alguma imaginação, escrever bem, correctamente, sem erros de sintaxe ou ortografia, e com pontuação adequada, - que qualquer entendido pode corrigir por nós - ou ter quid, que não sei de onde venha, se da forma, se do conteúdo, se de ambos, mas é do espírito. E distingue. Com o tal dito trabalho, difere. Julgo.

    E não menosprezo o trabalho. Longe de mim. Mas ele sozinho é pura aridez e encontro de palavras entre si, não movem o leitor. Dizia Sophya que o melhor dos seus poemas era o que lhe surgia já feito, o resto do poema era o seu trabalho sobre; nunca da mesma qualidade, afirmava:) Mas também é verdade que, eu que não sei o que lhe aparecia e só conheço os poemas no inteiro de serem eles, não distingo:))
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