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Horas Extraordinárias

As horas que passamos a ler.

24
Mai11

Disfarçados de ricos

Maria do Rosário Pedreira

Com a situação actual, estão a surgir todos os dias novos pobres: além dos que de certa forma já o eram e sofrerão agora mais com os aumentos de tudo, os que perderam o emprego por falência ou estratégia das empresas onde trabalhavam e aqueles que se deixaram iludir pelos bancos e viviam claramente acima das suas possibilidades, não conseguindo agora manter o nível nem, muito provavelmente, pagar tudo aquilo que ainda devem. É sobre este último grupo que, a todos os títulos, vale a pena ler o romance As Viúvas das Quintas-Feiras, de Claudia Piñeiro, uma argentina que foi considerada uma das melhores escritoras da América Latina com menos de 40 anos. Num condomínio de luxo, paredes-meias com um bairro de lata, podemos assistir neste romance à derrocada de um grupo de pretensos ricos, que empenham literalmente a vida pelo sonho de parecer o que não são. Da mesma autora, li também uma novela intitulada Elena Sabe, que não sei se está traduzida em português, sobre a relação de uma mulher com a mãe que sofre da doença de Parkinson e que pode ser o seu melhor livro, mas é de tal forma um soco no estômago que nem me atrevo a aconselhá-lo nos tempos negros que vivemos.

3 comentários

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    Cristina Torrão 24.05.2011

    Foi/É precisamente essa mentalidade que criou/cria a "geração à rasca". Deixemos de culpar os jovens e olhemos para o ambiente familiar em que cresceram!
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    João Raposo 24.05.2011

    Presumo que não tenha deduzido do meu comentário, ou de outros escritos por aí, que eu acuso os jovens.
    De modo algum. Mesmo quando "acuso" alguém, costumo apontar factos.
    Podemos sempre relembrar (cito de cor) Brecht e "Do rio que tudo arrasta se diz que é violento, mas ninguém diz violentas as margens que o comprimem".
    Convém é não esquecermos que a água segue sempre para onde a gravidade a puxa e os humanos podem sempre subir, descer, ir para os lados. Podem escolher.
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