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Horas Extraordinárias

As horas que passamos a ler.

30
Jun11

O preço do autógrafo

Maria do Rosário Pedreira

Quando Portugal foi o país convidado da Feira Internacional do Livro de Frankfurt, em 1997, nos últimos dois dias de feira puseram-se no chão do stand pilhas de revistas, catálogos e outros materiais para que os levasse quem por ali passasse e quisesse, pois mais caro ficaria trazê-los de volta ao País. Todavia, a agente alemã que trabalhava connosco na iniciativa alertou para o facto de os alemães desconfiarem do que é oferecido. Ignoro se isto é verdade e se outros povos pensarão da mesma maneira, mas li recentemente um artigo que me fez pensar que, se as sessões com escritores fossem pagas, talvez a intrínseca promessa de qualidade levasse mais gente a assistir. Preocupados com as espantosas vendas de livros electrónicos, os livreiros norte-americanos lembraram-se de que os e-books têm o handicap de não trazer autógrafo e que, mesmo que o venham a trazer, não passará nunca de uma assinatura digital. Vai daí estão a pensar (com muitos adeptos a favor) cobrar bilhete ao público (cerca de 15 Euros) nas sessões com autores, bilhete que pode ser trocado ou descontado no preço do livro que o escritor assinará in loco, ou simplesmente funcionar como garantia de qualidade da sua prestação. A ser verdade o que dizia a agente alemã, os seus conterrâneos ficarão mais confiantes a partir de agora.

5 comentários

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    Anónimo 30.06.2011

    Sem assinar e sem autor, é ser sem obra, sem honrar o proprio nome. Só um vulto é anónimo...

    HY.
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    Anónimo 30.06.2011

    HY! é o seu nome? é de vulto!
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    Anónimo 30.06.2011

    Sim é de vulto e carrega uma vergonha assim como voce.

    HY
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    Cláudia S. Tomazi 01.07.2011

    Deus vult !

    Em 27 de novembro de 1095, o papa Urbano II, convocou, com um discurso dramático, seus ouvintes em Clermont (França) para a primeira cruzada. A multidão respondeu com o grito medieval de "Deus vult", mais precisamente no latim medieval "Deus lo vult" e muitos passaram a costurar uma cruz de pano nas roupas. Tornara-se específico e mobilizador.
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