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Horas Extraordinárias

As horas que passamos a ler.

08
Set11

Mazombos e Mascates

Maria do Rosário Pedreira

Acaba de sair o novo romance de Miguel Real, A Guerra dos Mascates, que – no ciclo brasileiro – se situa imediatamente antes de A Voz da Terra (galardoado com o prémio Fernando Namora e finalista do prémio da APE) e não lhe fica nada atrás. Mais romântico do que de costume, a obra recupera algumas personagens já conhecidas dos leitores fiéis deste autor (Julinho Fernandes e Violante Dias) e pretende continuar um romance homónimo de José de Alencar do século XIX, no qual se descreve uma guerra entre as cidades de Olinda e Recife no início de Setecentos, mais concretamente entre os ricos detentores dos engenhos de açúcar (os mazombos) e os comerciantes pobres a quem esses obrigam a pagar avultados impostos (muito actual, parece-me). Mas, entre os intervenientes deste confronto, para além da invenção delirante de um Lula Aparecido da Silva, há personagens absolutamente deliciosas – do mais cândido ao mais maligno – e amor e ódio em partes iguais. Vamos lá ver se é desta que arrecadamos o prémio que ficou para trás.

 

3 comentários

  • Sem imagem de perfil

    António Luiz Pacheco 09.09.2011

    Caro António Severino:

    Siga-me por favor:
    - Levantei-me às 4 da manhã e fiz 100 km de estrada de mato para às 8 horas apanhar um autocarro para Luanda, com galinhas, doentes, miúdos cheios de ranho, velhas a cheirar a amoníaco... e outras muitas desgraças da vida real e dura que me cerca no dia-a-dia...
    Resolvi ir com o Letonda , um jovem pedreiro que trabalha na fazenda e há 4 meses não ia a casa.

    Sabe, eu podia ter ido de carro, mas quis experimentar aquilo porque passam milhares de pessoas diáriamente , para poder melhor entendê-los, e dirigi-las... porque lido com gente minguada de tudo, o que me faz não me ralar muito com a forma do meu discurso e sim com o ser entendido... cheguei a Luanda pelas 14.30 e resolvi ainda em vez de telefonar para me irem buscar, apanhar um "chapa" para casa do meu compadre, no trajecto mercado dos Congoleses Maianga ... ainda fui depois ao estaleiro e tudo isto sem comer nem descansar porque trazia coisas importantes a tratar!
    No escritório central olham-me como um louco por ter viajado assim, mas agora sabem do que sou capaz!

    À noite depois de uma sopa e com um Jameson (há um mês que não bebo senão água do poço e quissangua ) à memória de meu pai o Coronel de Artilharia António Cyrne Correia Pacheco que me ensinou que nunca devo mandar fzer nada que não faça também, resolvi descontrair um pouco, cumprindo este prazer diário e extraordinário... que o senhor estragou com o seu comentário de inegável erudição mas pouca delicadeza !
    Eu talvez fale mal, como o barrão que sou, e que sempre aqui referi ser, venho a este blog porque gosto e me sinto bem, não para presumir ser culto, mas deixe-me dizer-lhe que a expressão usada (em indo a) é comum na minha terra e entre os que "falemos" popularmente, "alembra-se"? É que para quem já se revoltou contra os que achou estar a apoucar (sim é uma expressão popular) os que dão calinadas, mostrou que é afinal igual a eles, ao pretender humilhar-me...

    Vou beber outro Jameson (é o que há...) à saúde dos bloguistas extraordinários e depois um só à saude da drª Maria do Rosário! Sabem isto o que falta por aí é Largueza!

    Boa noite a todos e me desculpem!
  • Sem imagem de perfil

    Anónimo 13.10.2018

    Foi com lágrimas nos olhos que cheguei ao fim de leitura. Foi um acaso encontrar o que acabei de ler. Homenagem a um grande homem António Cyrne Correia Pacheco, meu comandante (na altura Tenente Coronel) no G.A. 7 Bissau em 72/74.
    Pena foi que tivesse terminado sua comissão e eu por lá continuado mais 8 meses! Nunca mais nos encontramos!
    Ajudou-me muito, estava no sangue dos CORREIAS . Primo e muito amigo de meu pai José da Silva Correia, ferroviário, residente na altura em Lanhelas e nascido em Valença.
    Paz às suas almas! Obrigado aos dois!
    António Lages silva Correia
    Lanhelas
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