Horas extraordinárias
Se há horas extraordinárias, na minha vida muitas delas foram passadas com um livro na mão (mais extraordinárias ainda se havia alguém especial por perto, de preferência a ler também). Quase todos os meus amigos do peito são (e ainda bem) leitores vorazes – e nem se pense que os conheci a todos na edição (muitos são anteriores a essa minha aventura e gostam, do mesmo modo, de riscos e números). Mas a edição é, não há como negá-lo, uma parte importante da minha vida – e ler, mais do que um passatempo, uma profissão que exerço diariamente num horário estabelecido, mas (já se sabe) muito para além dele, ou seja, fazendo horas extraordinárias. (Qual é o editor que não traz, em suma, livros para ler em casa?) Daí o título deste blogue, para o qual pretendo trazer as minhas leituras: as que me marcaram e me concederam horas extraordinárias (tantas vezes no meio de convulsões de que parecia que só mesmo os livros me salvavam) e as que me ocupam nas minhas outras horas extraordinárias – e que serão sobretudo descobertas de novas vozes literárias a que, segundo a minha modesta opinião, devem os que gostam de ler ficar atentos.

