Reunião
Um dia destes, o Manel chegou a casa com uma boa novidade. Tratava-se, claro, de um livro, mas a verdade é que, sendo ambos editores, trazemos para casa tantas vezes livros que estes já custam a causar-nos surpresa. Porém, desta feita o exemplar que estava pousado no braço gordo do sofá era um livro de poesia – e tanto mais surpreendente porque publicado pela Quetzal, que, normalmente, não se dedica ao género. Mas, além disso, quem o assinava era João Luís Barreto Guimarães, um poeta que muito estimo e de quem nem sempre é fácil encontrar livros à venda nas nossas livrarias, com a obra espalhada por editores que desapareceram de vez ou que, pela sua dimensão, nem sempre conseguem espaço no ponto de venda. E, contudo, agora temos aí para ler e nos deliciar a Poesia Reunida deste autor, que começou a publicar no final dos anos 1980 e, como diz José Ricardo Nunes – outro poeta – no posfácio, nos oferece um universo quase transparente numa rara atenção ao quotidiano. Sinta-se convidado a ler.

