Bibliotecas paradisíacas
Pronto, está bem, encontramo-nos todos (ou muitos de nós) fechados em casa em teletrabalho (ou, pior, subitamente desempregados) por causa de um maldito vírus que começou na China (onde comem todo o tipo de bicharada) e foi alastrando ao mundo todo. Mas foi também na China que, quando as coisas começaram a azedar, construíram um hospital ou dois para tratar os doentes da Covid-19 em duas semanas, enquanto as obras do metro do Areeiro (e é só metade da estação porque a outra metade já está pronta há anos) duram e duram e duram, muitas vezes com um barulho que me obriga a fazer uma pausa nas leituras. A supremacia chinesa na construção não tem par, é um facto; e, embora não me lembre se os hospitais eram bonitos, posso atestar que assiste um talento especial aos Chineses para a arquitectura de bibliotecas bonitas. Hoje, mostro-vos uns quantos destes templos dedicados aos livros, na China e na América do Norte, todos de arquitectos chineses. Deliciem-se.
Como falei de bibliotecas, o lugar que Jorge Luis Borges dizia que devia ser o Paraíso, recomendo-vos deste autor Ficções, traduzido por José Colaço Barreiros, e também a poesia, traduzida pelo poeta Fernando Pinto do Amaral.








