Camões
Celebram-se em 2024 os 500 anos do nascimento de Luís de Camões, mas, curiosamente, não se tem ouvido falar muito daquele que é sem qualquer dúvida o maior poeta português, o mais prolixo e variado, aquele cuja vida foi realmente uma aventura mas cuja obra demonstra um talento que muito dificilmente será ultrapassável. A editora Guerra e Paz levou o assunto a sério, e ainda bem, dando à estampa, com o apoio da Fundação Calouste Gulbenkian, a obra de um outro autor de renome, Jorge de Sena, sobre Camões; e, de uma assentada, lança O Pensamento de Camões (quatro ensaios sobre a lírica e a épica do mestre), Os Lusíadas e a Visão Herética (obra que inclui a versão integral d'Os Lusíadas apresentada por Sena) e Babel e Sião, que inclui um conto de Sena sobre Camões escrevendo o belíssimo Sôbolos Rios. E promete para breve mais dois volumes: Cartas e Poemas e ainda o segundo volume do Reino da Estupidez, onde podem ser encontrados mais dois ensaios sobre o grande Luís Vaz. Espera-se ainda, na Contraponto, a biografia do poeta pela pena de Isabel Rio Novo, que deve estar a chegar por estes dias. Não se fala, mas pelo menos publica-se. Caramba, o homem merece.

