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Horas Extraordinárias

As horas que passamos a ler.

03
Out17

Dedicar

Maria do Rosário Pedreira

Quando trabalhamos com autores nacionais, na altura em que a obra vai para paginar, nunca nos esquecemos de perguntar se devemos guardar alguma página para a dedicatória. Nem sempre é precisa, mas muitas vezes é. E foi justamente um dos autores que publico, o Paulo Moreiras, quem me mandou um interessante link sobre dedicatórias que contrariam a monotonia habitual. A primeira é de um manual de Álgebra cujo autor escreve « […] aos meus filhos Ella Rose e Daniel Adam, sem os quais este livro teria ficado pronto dois anos mais cedo.» Ironias à parte, alguém dedica um outro livro a todos aqueles cujos nomes aparecem sublinhados a vermelho no Microsoft Word (imagino que o seu nome seja bastante estranho)… Um outro autor escreve esta dedicatória belíssima: «Para Carley, que era melhor pessoa do que eu, embora fosse um cão.» Joan Rivers dedica o seu Diary of a Mad Diva a Kaney West, pela simples razão de que ele nunca o lerá, enquanto Matthew Kline dedica No Way Back à sua mãe, pedindo-lhe que… salte as cenas de sexo. Há um escritor que dedica o livro ao seu editor, dizendo que foi  forçado a isso (ver imagem abaixo) e outro que, na página da dedicatória, agradece à mulher tê-lo apoiado tanto na escrita de um livro que, afinal, é sobre todas as mulheres com quem dormiu antes dela. Enfim, tudo isto prova que se pode chamar a atenção para um livro logo às primeiras páginas…

 

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6 comentários

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    Anónimo 03.10.2017

    Muito antes fez grandes dedicatórias a Isabel da Nóbrega, "A Blimunda".
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    Anónimo 03.10.2017

    Sim, mas não fazia sentido manter essas dedicatórias nas reedições depois de estar casado com a Pilar...
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    António Luiz Pacheco 03.10.2017

    Não faria?
    Vejamos, ele amou Isabel da Nóbrega, o bastante para lhe as dedicar, certo?
    Foi uma fase, uma época, um amor, que passou mas existiu e teve sentido a ponto de lhe dedicar essa obras.
    Pilar veio depois, foi uma outra época e um novo amor, portanto faz sentido dedicar as obras posteriores a Pilar, certo?
    Mas, faz sentido retirar as dedicatórias que fez nas obras antigas ?
    Não, não faz, em meu entender. Bem sei que para algumas pessoas o passado apaga-se, mas neste caso particular eu acho de mau-gosto o que ele fez, como se apagasse uma pessoa que ele amou num dado momento. Não o deveria ter feito...

    Enfim, é a minha opinião, vale o que vale e nem é a melhor, mas é a que tenho, pelo que sinto. Tiraria eu o apelido da minha primeira mulher ao meu filho? Tiraria alguém?
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    Anónimo 03.10.2017

    Por acaso até sei o que se passou e acho que ele fez muito bem.
    Acho descabido comparar uma dedicatória com o retirar o nome da mãe a um filho - acho que isso nem se pode fazer. A retirar um nome seria sempre o do pai: afinal quem é que andou nove meses com o filho na barriga, o deu à luz e o amamentou?
    Ai estes marialvas...
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    António Luiz Pacheco 03.10.2017

    Não tem a ver com Marilvismo, é um exemplo flagrante e que me parece bem claro!
    Tal como achou descabido que se tirasse o nome da mãe ao filho, eu acho descabido que Saramago des-dedicasse os livros reeditados e os dedicasse a quem nem sequer ainda conhecia.
    Por acaso, ou melhor por razões profissionais e de trabalhos científico editados, concordei que a minha ex-mulher mantivesse o apelido de casada, sem qualquer sombra de dúvida.
    E sabe porquê? Porque antes de mais, Marialvismo é respeito pelas mulheres... e agora?
    Ahahah!

    Saudações Marialvas cá da Cidade Morena!
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