Saltar para: Post [1], Comentar [2], Pesquisa e Arquivos [3]

Horas Extraordinárias

As horas que passamos a ler.

10
Abr18

(Des)integrar

Maria do Rosário Pedreira

Integrar é palavra de ordem na escola. Quando, nos idos de 1980, dei aulas de Português em Lisboa & arredores, tinha uma turma de alunos com «dificuldades de aprendizagem» entre alunos cujo aproveitamento era absolutamente normal. Nesse tempo, estas turmas eram, é bom que se diga, reduzidas. Mesmo assim, alguns dos miúdos mais espertos desmotivavam-se, excepto quando eram muito bem formados e queriam eles próprios ajudar os mais necessitados. Depois veio a altura de integrar crianças que vinham de outros países, desde aficanos e brasileiros (aparentemente mais fácil por causa da língua) a ucranianos, moldavos, chineses e muito mais… Penso que a integração correu bem, sobretudo porque as crianças são muito elásticas. Mas agora uma equipa de investigadores descobre que integrar os estrangeiros na escola é bom, mas sem exageros – ou seja, que a mistura é saudável e tem efeitos mais positivos do que a falta de convívio com outras nacionalidades; mas que, se a percentagem de estrangeiros for superior a 20%, os miúdos, regra geral, saem-se pior do que a média. E porquê? Porque, sendo muitos, haverá tendência para se «guetizarem», enquanto, se o número de imigrantes não for tão alto, os nacionais puxam de algum modo por eles e eles pelos nacionais (os imigrantes de segunda geração lêem melhor do que os portugueses!). Em Portugal, os alunos estrangeiros ascendem a 10% do total de alunos, mas 70% estão em apenas 25% das escolas do País e existe uma concentração nas zonas mais desfavorecidas. Este estudo, desenvolvido pelo ex-ministro da educação David Justino e a investigadora Isabel Flores, avalia alunos de 15 anos nas áreas de Leitura, Matemática e Ciências.

Comentar:

Mais

Se preenchido, o e-mail é usado apenas para notificação de respostas.

Este blog optou por gravar os IPs de quem comenta os seus posts.

A autora

foto do autor

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Arquivo

  1. 2020
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2019
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2018
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2017
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2016
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2015
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2014
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D
  92. 2013
  93. J
  94. F
  95. M
  96. A
  97. M
  98. J
  99. J
  100. A
  101. S
  102. O
  103. N
  104. D
  105. 2012
  106. J
  107. F
  108. M
  109. A
  110. M
  111. J
  112. J
  113. A
  114. S
  115. O
  116. N
  117. D
  118. 2011
  119. J
  120. F
  121. M
  122. A
  123. M
  124. J
  125. J
  126. A
  127. S
  128. O
  129. N
  130. D
  131. 2010
  132. J
  133. F
  134. M
  135. A
  136. M
  137. J
  138. J
  139. A
  140. S
  141. O
  142. N
  143. D